Vencendo a Doutrinação: a Primeira Geração Livre para Escolher

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Chamou minha atenção um artigo de David Nammo, publicado pela National Review, onde ele traz à tona dados de uma pesquisa conduzida pelo The American Culture and Faith Institute, os quais revelam a larga aceitação dos americanos pelo socialismo (em torno de 40%) e seu apoio a bandeiras da agenda “progressista”. O articulista, diante dos números, chega a adotar um tom alarmista, afirmando que o experimento bem sucedido implantado pelos pais fundadores da América estaria ameaçado, e que tanto os valores tradicionais quanto a consciência dos benefícios  do livre mercado precisariam ser urgentemente resgatados,  sob pena de o projeto que erigiu aquela nação vir a colapsar.

O autor acusa, em especial, os veículos de jornalismo e as instituições de ensino superior por esta mudança no ideário popular, alcançada por meio do uso de subterfúgios como a distorção da linguagem e a inserção de pautas ideológicas em obras de ficção. E este novo panomara seria, pois, capaz de orientar a adoção de políticas públicas e a elaboração de leis em sintonia com seus dogmas estatizantes e intervencionistas, bem como influenciar o Judiciário a interpretar as normas (e extrapolar de suas funções, desrespeitando o sistema de ckecks and balances) conforme esta postura mais à esquerda de parcela considerável do povo americano.

O principal aspecto desnudado pelas entrevistas realizadas é que o maior grupo de cidadãos identificado (58% dos consultados) diz-se politically moderate (o nosso conhecido “isentão”), e, no entanto, boa parte de seus preceitos coincidem com aqueles professados pelos “liberals”(ou leftists, traduzindo da novilíngua para inglês), tanto no aspecto econômico quanto no cultural. Ou seja, há um substancial número de esquerdistas involuntários nos Estados Unidos, os quais, sem nem mesmo perceber que viraram idiotas úteis, empurram o outrora lar dos bravos na direção da América Latina – muito por conta da propaganda e da patrulha politicamente correta.

Ao final, o escriba conclama a todos que amam a terra da liberdade a disseminarem os princípios que nortearam a construção de um dos países mais prósperos da história da humanidade. Trata-se de um apelo de inquestionável importância, mas que causa menos alarde, por certo, quando levamos em conta a idade dos indivíduos submetidos ao questionário: dezoito anos ou mais, isto é, nascidos antes de 1999.

O que remete, enfim, ao título deste texto. A chamada geração Z, que engloba os nascidos de 1995 até 2010, já usufruiu do privilégio de contar com a Internet durante todo seu processo educacional, desde a alfabetização até a faculdade. Eles ainda constituem um grupo, todavia, que foi submetido durante a formação de seu caráter ao conteúdo quase monopolista e enviesado ideologicamente da mainstream mídia, bem como exposto ao proselitismo político dos militantes disfarçados de professores – ambos movimentos intensificados após a revolução de costumes dos anos 1960 – sem contar com uma alternativa, com fontes de conhecimento e formadores de opinião que contrapusessem esta lavagem cerebral de moldes gramscianos.

É somente no decorrer da primeira década deste século que começam a despontar na grande rede mundial de computadores, em número relevante e em escala planetária, comunicadores autônomos que desafiam as informações e análises contaminadas pelo esquerdismo transmitidas por TV, rádio, jornais e revistas (e suas versões digitais). É quando o Infowars.com, os vídeos produzidos pela equipe de Dennis Praguer e muitas outras iniciativas similares começam a ganhar adeptos e a concorrer pela audiência outrora cativa da imprensa ordinária (no bom e no mau sentido).

É também neste mesmo cenário que a hegemonia do discurso dos “educadores” em sala de aula começa a ser questionada por meio de alguns poucos cliques no smartphone que direcionem às páginas do Instituto Liberal, do Mises Brasil, do Senso Incomum, dentre outros. Chega ao fim o reinado absoluto dos supostos arautos do saber que mais querem saber é de lobotomizar adolescentes.

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O que levanta a questão: por desfrutarem da chance de crescer e desenvolver-se podendo comparar o que afirmou o “analista” da Globonews ou o professor de História vestindo uma boina estilo “Che” com o que tem a dizer, sobre o mesmo tema, pessoas como Alexandre Borges, Flávio Morguenstern ou Rodrigo Constantino, seria esta a geração que dispõe das ferramentas para, finalmente, romper os grilhões do pensamento e não mais deixar que George Soros pense por eles?

Aparentemente, sim. São cada vez mais frequentes os casos de estudantes que não deixam passar barato desonestidades intelectuais dos docentes, graças à fibra ótica. As empresas de jornalismo, vitimadas pela mesma conjuntura, vem perdendo seguidores junto com sua credibilidade para produtores independentes estabelecidos em websites (e que não dependem de verba de anúncios estatais nem de concessões governamentais para seguir operando) como nunca dantes constatado.

Não por acaso, existe um esforço coordenado para convencer os internautas de que notícias obtidas sem o “selo de autenticidade” da mídia tradicional são fakenews características de uma era denominada “pós-verdade” – a qual aprofundou-se com a vitória de Donald Trump combinada com o Brexit. Tentativas de dificultar ou até mesmo impedir o acesso do cidadão comum à banda larga também deixam claro que a conquista de espaços, corações e mentes movida a marxismo sentiu um baque inesperado. Até mesmo perfis humorísticos de redes sociais viraram alvo do “bater de pés” indignado daqueles habituados por tanto tempo a falarem sem sofrerem réplica. A bolha estourou e seu impacto foi sentido em toda parte – até na França.

Recentemente, o irmão de um amigo e uma tia fizeram-me a mesma pergunta: quem seria o governante capaz de melhorar a vida dos brasileiros? Bom, a maioria dos integrantes desta nova geração bem sabe que a resposta é nenhum, pois aprenderam, a partir da invenção de Tim Berners-Lee,  que não se deve esperar nada do Estado senão que ele mantenha-se fora do caminho entre o indivíduo e sua felicidade. A tia e o irmão do amigo? Fazem parte de uma geração “perdida”, que absorveu coletivismo e paternalismo estatal demais, e não há muito o que fazer por estas pessoas em idade já avançada.

Já os membros da geração pós-monopólio da esquerda ainda tem muito o que construir e modificar no mundo. São eles os agraciados, desde a mais tenra idade, desde o início de sua formação intelectual, com os instrumentos para não se deixarem incorporar pela Matrix comuna. Sorte deles – e nossa. Uma hora esse processo teria de ser invertido mesmo, sob o risco de faltar comida e papel higiênico por toda a face da Terra. Se eles vão aproveitar a oportunidade ou não, só o tempo dirá. Cabe a nós, os “jovens de outrora”, mostrar-lhes o caminho. O resto é com eles.

Avante, geração “L”, de “Livres para escolher”. Nos livrem dessa, para o seu próprio bem!

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As empresas de Assessoria Parlamentar de mãos dadas com os Grupos de Interesse

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O Estado brasileiro extrai dos setores produtivos  da sociedade em torno de 41% de toda a riqueza por eles gerada. O ser humano sempre buscará atender a seus próprios interesses em primeiro lugar e da melhor maneira possível. E o resultado da soma dessas duas premissas é o comportamento típico do brasileiro em busca de seus objetivos, visto que ele já entendeu há décadas que a melhor forma de “se dar bem” na vida não é trabalhar e produzir bens e serviços genuinamente demandados pelos consumidores, mas sim buscar fazer jus a uma fatia maior deste enorme bolo de recursos concentrados nas diferentes estâncias governamentais.

É a lei do menor esforço (e risco) combinada com o demasiado poder político e financeiro dos entes estatais que acaba por gerar uma demanda de certos indivíduos por tratamento diferenciado (mais benéfico) por parte da administração pública. E tanto mais fácil torna-se atingir tal meta quanto maior for a expertise destas pessoas no jogo de bastidores da política e quanto mais livre for seu trânsito pelos corredores do poder.

E é justamente neste cenário de simbiose entre “grupos de pressão” (como bem os definiu F.A Hayek) e Estado que surgem as empresas de assessoria parlamentar. Observem o menu de serviços oferecidos por uma delas, notadamente aqueles em destaque, para começar a entender como a banda toca em Brasília e nas demais casas legislativas:

Queiroz I

Interessante: o que esta empresa oferece, em síntese, são os meios para acelerar a aprovação de projetos de lei e diplomas legais congêneres que beneficiem setores econômicos ou categorias profissionais específicos. Ela possui as ferramentas, o know-how e os contatos que possibilitam o monitoramento e a aceleração do processo legislativo.

Tipo assim: os fabricantes de automóveis instalados no país estão bastante preocupados com a entrada de veículos produzidos no México, os quais estão superando em preço e qualidade aqueles aqui fabricados, devido aos custos minorados de produção no país da América do Norte. Solução paternalista: correr atrás de protecionismo em forma de normas emanadas do Congresso Nacional, tais como uma regra de “conteúdo nacional”, tributações diferenciadas ou artifícios similares que venham a encarecer os carros mexicanos.

O mesmo se aplica aos produtores rurais¹, vinicultores e a diversos outros segmentos do empresariado que adoram correr para debaixo da asa governamental tão logo algum estrangeiro ouse agradar os consumidores nacionais. E, para garantir que o Diário Oficial da União trará as boas novas rapidamente, contrata-se uma assessoria parlamentar, a qual manterá os interessados atualizados sobre o andamento processual da proposta que lhes agracia (e prejudica o restante da população), providenciando reuniões com Deputados e Senadores, provendo dados e estatísticas que possam convencer os legisladores da importância da proposição, e por aí vai.

Outros clientes fiéis deste pessoal influente são os sindicatos de categorias profissionais. Interessado em aprovar o pagamento de adicional de periculosidade para seus afiliados? Querendo obter jornada de trabalho menor para seus representados sem alterar a remuneração? Visando garantir uma reserva de mercado para uma determinada profissão? Pretende assegurar um aumento gordo para alguns poucos felizardos funcionários públicos em um momento de recessão no qual todos apertam os cintos? Então é hora de contratar uma assessoria parlamentar, a qual pavimentará o caminho para que sua casta seja privilegiada em relação a todos os demais trabalhadores do país – tal qual os despachantes ajudam na travessia da selva de burocracia.

E o que sobra para os empresários e cidadãos que não contam com tal capacidade de articulação junto àqueles que intervem não apenas na economia mas em todos os aspectos de nossas vidas? Contratar tais serviços especializados, afinal, não é livre de honorários. Sim, resposta correta: sobrou o bagaço da laranja. É um ciclo perverso com aqueles empreendedores e indivíduos mais humildes e desprovidos de influência política, o qual começa com os fiscos extorquindo o povo, continua com aqueles que sabem chorar melhor mamando maiores retribuições deste espólio, e termina com a escumalha desorganizada – desde o peão da obra até o Manoel da padaria da esquina com três empregados – pagando o pato por esta relação promíscua.

No conflito entre os vários grupos de pressão, não prevalecem, pois, os interesses daqueles mais pobres e numerosos; muito pelo contrário. O status de um grupo mais prestigiado, ao final e ao cabo, sempre resta ainda mais elevado sobre os demais. É o legítimo arranjo “o de cima sobe e o de baixo desce” – curiosamente esta uma acusação que o capitalismo costuma receber de seus críticos, vejam vocês.

Convém enfatizar que esta empresa de consultoria não faz nada mais do que atender a demandas surgidas em decorrência de como as coisas funcionam em nosso país (o que não se restringe à capital federal, sendo este o modus operandi em assembleias legislativas e câmaras municipais também), explorando honestamente este nicho de mercado. Muito injusto, mas dentro da lei – como quase tudo em terra brasilis. A culpa não é delas, e sim da concentração de poder político e financeiro nas mãos de poucos e pilantras. Auxiliar interessados em obter “direitos” especiais a atravessarem o labirinto de engravatados dos plenários e chegarem àqueles portadores da caneta mágica que podem concedê-los não é crime nem contravenção, afinal.

Especialmente em tempos de crise econômica, “farinha pouca, meu pirão primeiro” – nem que isso implique em ficar amigo e bajular os donos do moinho, e ainda que seja necessário pagar para ser apresentado a eles.

¹ https://bordinburke.wordpress.com/2017/02/22/temer-nos-protege-de-cafe-bom-e-barato/?frame-nonce=f2e01d9af4

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O envolvimento de Tribunais de Contas no Petrolão é um forte argumento pelo Estado Mínimo

Who watches the watchmen? Ou: quem vigia os vigilantes? Esse questionamento brota naturalmente diante de investigações que revelam o envolvimento de tribunais de contas estaduais (TCE) e até mesmo do órgão equipotente da União Federal (TCU), tais como essas noticiadas recentemente pelos portais G1 e O Antagonista:

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Ora, quando até mesmo as instituições encarregadas de velar o erário, criadas com a missão primeira de impedir a delapidação dos recursos públicos por parte de agentes do Estado ímprobos e capitalistas “compadres”, aquelas que são os olhos do povo sobre as operações financeiras realizadas com os impostos extraídos da atividade produtiva, resolvem, elas também, tomar parte na orgia bancada com o nosso dinheiro, não há como julgar aqueles que perderam por completo a esperança de que, um dia, será possível mitigar a corrupção na administração pública brasileira.

Tal conjuntura, na qual o próprio juiz do jogo entre os interesses público e privado deixa-se corromper, deve ser surpreendente tão somente àqueles que consideram que um cargo de qualquer natureza, uma função governamental, uma farda ou uma toga são capazes de livrar um ser humano de todas as suas imperfeições, tornando-o imune às tentações que atormentam pessoas comuns.

Que nada: os auditores e conselheiros dos TC são tão falíveis quanto qualquer um de nós, e constitui pura quimera fantasiar que outorgar-lhes a responsabilidade de zelar pelas contas das demais pessoas que movimentam valores dos cofres públicos vai elevá-los, por si só, a um grau de honestidade superior.

Não. Eles também estão sujeitos aos pruridos que costumam irromper na alma diante de oportunidades de embolsar, de uma única lapada, valores equivalentes aos salários acumulados por múltiplas existências consecutivas. Ser nomeado como funcionário de um TCE ou do TCU não purifica o espírito de ninguém, nem torna o indivíduo menos propenso a sucumbir ao vil metal fácil – tal qual o personagem Jacobina, do célebre conto “O Espelho” de Machado de Assis, cuja imagem refletida altera-se quando ele está vestido com sua indumentária de Alferes da Guarda Nacional. Pura ilusão: sua personalidade, seu “eu” interior permanece inalterado, tão adstrito pelos defeitos da humanidade quanto qualquer um de nós.

E quando do carimbo, do aceite deste agente estatal depende o sucesso de empreitadas impudicas empreendidas nos corredores do poder, pior ainda, pois esta competência jurídica majora em muito seu poder de barganha em eventuais negociatas e amplia a probabilidade de ocorrência de desvios da ética profissional. E em nada adianta remunerar-lhe regiamente ou conferir-lhe prerrogativas visando aumentar sua isenção, tais como a estabilidade e a autonomia do órgão em que labora, uma vez que nada pode comparar-se à possibilidade de ficar rico apenas fazendo vista grossa.

Não há anjos entre nós que possam, eventualmente, serem selecionados e convocados para tais atribuições sob tais circunstâncias. Não adianta, pois, nutrir expectativas de que, cedo ou tarde, super-heróis sem capa dotados de valores incorruptíveis  irão ocupar tais postos e darão fim a sequência de episódios de subversão. Não vão.

Agora imagine este cenário temperado com um Estado agigantado, onde parcela significativa da riqueza nacional circula na esfera pública, em que milhares de contratos públicos são firmados diariamente, em número muito acima da capacidade de análise dos órgãos fiscalizatórios – o que facilita, claro, olhar de soslaio para determinadas manobras ilícitas, sob o pretexto da sobrecarga de trabalho: está pronto o enredo de um país assolado por uma verdadeira praga que canaliza para bolsos marotos boa parte do valor gerado pelos esforços dos brasileiros, distorcendo toda a lógica da vida em sociedade e desmotivando o trabalho honesto do cidadão comum – precisamente o oposto do que costuma afirmar Leandro Carnal, por sinal.

Ressalve-se que mesmo a maioria de bem-intencionados que trabalham nos TCE e no TCU pouco pode fazer frente à avalanche de indícios de irregularidades a serem apuradas, tal qual um cachorro peludo tentando aliviar a coceira provocada por um sem número de pulgas e carrapatos: enquanto ele tenta aliviar a cabeça, o lombo é atacado impiedosamente, e vice-versa. Ou se adota, no caso, a solução mais racional – ou seja, submete-se o animal à tosa, dificultando a proliferação dos insetos – ou o destino é  apenas enxugar gelo indefinidamente.

Da mesma forma, ou procedemos à “tosquia” do Estado, reduzindo seu tamanho e foco de atuação, promovendo o enxugamento da máquina pública, ou nosso cachorro vai passar a vida tendo seu $angue sugado por parasitas, a despeito da boa vontade de seu dono. Pode coçar à vontade que os sifonápteros vão prevalecer, invariavelmente, ainda que sejam contratados cinco veterinários para tratar do cão, e mesmo considerando que todos irão trabalhar da melhor forma possível (o que não costuma ser verificado na prática).

Em suma: se há funcionários públicos abusando e desviando do poder neles investido de monitorar a regularidade dos atos praticados por outros agentes estatais, e diante da impossibilidade (ou da esquizofrenia) de watch the watchmen (e quem vigiaria os vigilantes de vigilantes, e assim sucessivamente?), só resta restringir esse poder, franqueando quaisquer atividades econômicas que possam ser executadas por investidores privados ao livre mercado.

Reservadas ao Estado devem permanecer tão apenas aquelas áreas que o sistema de concorrência não logre desempenhar – bem como, por inequívoco, sua função primordial de “combater a violência, agindo sob leis objetivas que determinam os limites que ele deve respeitar e as consequências para aqueles indivíduos que violarem os direitos individuais dos outros, a saber, os direitos à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade como aprouver a cada um, desde que, no exercício desses direitos, ninguém viole esses mesmos direitos de outro”, como bem definiu Roberto Rachewsky¹.

Infelizmente, não há um Sérgio Moro disponível para ocupar cada um dos cargos de auditor de contas públicas existentes. Nem de longe. Se a ocasião faz o ladrão – por vezes com o consentimento da autoridade supervisora -, então que se reduzam ao mínimo as ocasiões disponíveis  para conluios entre particulares e o governo.

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¹ https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-que-vai-acontecer-quando-o-tamanho-do-governo-for-reduzido/

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Muçulmanos no Brasil querem fim do Judaísmo e do Cristianismo: Não diga?

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Mais de 900 mil cristãos foram martirizados nos últimos 10 anos em decorrência de sua fé, mormente no Oriente Médio e na África, afirmou empresa de pesquisa cristã afiliada ao Seminário Teológico Gordon-Conwell, em Massachusetts (EUA); o êxodo judaico dos países árabes e muçulmanos a partir de 1948 foi, em verdade, um processo de expulsão em massa das comunidades judaicas estabelecidas nos países de maioria árabe e islâmica, tendo como pretexto principal o restabelecimento do Estado de Israel; não é razoável, então, alguém quedar-se surpreso com o título desta  notícia veiculada pela Veja e repercutida pelo Antagonista:

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Ah, vá! Sério mesmo? Cristão e judeus em choque – só que não.

Despertou a atenção a frase do xeque dando conta de que as pessoas “lidam com o Islamismo de forma natural” em países de maioria muçulmana: quer dizer que cristãos e judeus são bem-vindos por lá? Estranho, porque 16 deles proíbem a entrada de “infiéis” em suas fronteiras. Em número muito maior são os que não permitem a construção de sinagogas e templos de louvor a Cristo em seu território. O natural por aquelas bandas, pois, é justamente a segregação religiosa, a qual não tardaria, por certo, para começar a ser difundida pelos adoradores de Alá em terra brasilis – aproveitando a brecha aberta pelo multiculturalismo, os muxoxos contra uma suposta islamofobia, bem como o apoio da esquerda e o suporte esquizofrênico dos movimentos feministas.

E o que viria a ser a aventada “forma equivocada de lidar” com a religião de Maomé? Parece-me que o equivocado aqui é o próprio entrevistado, pois a lei islâmica, a Sharia, prescreve a missão de que toda a humanidade seja convertida ao Islã  (ou encare os brandidos da cimitarra), para que seja formado um califado mundial – já almejado pelo Império Otomano. O “errado”, portanto, não é o muçulmano extremista, mas sim aquele que aceita conviver harmonicamente com outras crenças.

A este, aliás, caberia tomar precauções para com seus correligionários “cegos pelo credo”, visto que, aos olhos daqueles que seguem ao pé da letra o Corão, não discriminar (na melhor das hipóteses) cristão e judeus implica em desvirtuar os versos sagrados. Melhor entrarem eles em um acordo interno para que se possa definir, então, quem é “radical” e quem não é.

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Cedo ou tarde, seguidores fiéis da religião que mais persegue gays e humilha mulheres no planeta acabam, inevitavelmente, por entrar em conflito com os princípios da sociedade do hemisfério ocidental que os recebeu de braços abertos – afinal, foram justamente os valores judaico-cristãos que forjaram a civilização mais livre e agraciada com a melhor qualidade de vida  da história. É absolutamente esperada, pois, esta “radicalização” das comunidades muçulmanas contra costumes tidos por sua religião como blasfêmias, aos quais não lhes é facultado adaptar-se – sob risco de afrontar os desígnios do profeta militar que decapitava em profusão.

Não por acaso, países como a Holanda movem-se para banir a Sharia desde 2011, tendo em conta que “a mesma não tem raízes nos princípios que formam a cultura holandesa; os nossos direitos, a forma como tratamos o próximo, as nossas normas sobre o bem e o mal foram todas moldadas pelo Cristianismo”, conforme prevê um dos projetos de lei apresentados pelo parlamento local. Tal iniciativa vai na mesma direção da postura adotada pelo Japão em relação aos redutos islâmicos, os quais são monitorados permanentemente pelo governo, com apoio total da imprensa e da população, resultando nos escassos atos terroristas em solo japonês.

Ninguém, afinal, quer tomar o posto da Suécia de “capital do estupro”, assolada diariamente por episódios violentos em seus subúrbios desde que resolveu fazer de conta que “a religião da paz e do amor” era só uma forma diferente de rezar – realidade esta denunciada por Trump e desdenhada pela mídia tradicional. Viva a diversidade – muito embora o pessoal de Hijab não pareça ter muita liberdade de escolha.

Rodrigo Jalloul faz a ressalva de que tais extremistas não estariam ligados à grupos terroristas, só que o que ele não compreende (ou não quer dizer) é que esta incompatibilidade entre os normas islâmicas e nosso modo de viver (incluindo a democracia e o Estado secular/laico) é que gera a repulsa, o ódio que irá, eventualmente, insuflar o espírito do homem-bomba – ou homem-caminhão, tanto faz – e condenar à morte pessoas inocentes (até mesmo ateus, outra excrescência para os muçulmanos ). Ou seja, a semente do terror está semeada no Brasil, sim – não que nossa população já não esteja acostumada à violência de padrões sírios, mas submetê-la a mais essa bronca é sacanagem da grossa.

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O Império Mouro (muçulmano), que conquistou o norte da África, Oriente Médio e Península Ibérica ( onde hoje se localizam Portugal e Espanha) escravizando europeus,  destruindo igrejas e praticando genocídio de dissidentes religiosos por 741 anos, é uma das muitas versões “retrô” do ISIS. Com o regime de Califado, um homem seria escolhido por Deus para liderar o povo muçulmano na conversão do mundo todo para o islamismo. Eis aí o sentimento de querer “pregar o fim de cristãos e judeus” já batendo à porta em nosso país.

Cabe aqui transcrever as palavras de Olavo de Carvalho ainda em 2007, antecipando este processo de islamização do ocidente que ora atravessamos:

Continua, portanto, válida a análise feita em 1924 por René Guénon (ele próprio um mussulmano) em Orient et Occident, segundo a qual o Ocidente só teria, daquele momento em diante, três caminhos a escolher: a reconquista da tradição cristã; a queda na barbárie e em conflitos étnicos sem fim; e a islamização geral. Os que pretendem defender o Ocidente na base do laicismo ou do ateísmo só concorrem para fortalecer a segunda alternativa, ante a qual a terceira pode surgir, mais dia menos dia, até como alternativa humanitária. A “civilização laica” não é uma promessa de vida: ela é a agonia de uma humanidade declinante que, um minuto antes da morte, terminará pedindo socorro ao Islam.

Como dizem meus amigos cariocas: sinistro, mané. E o pior é que, diferentemente do xeque xiita supracitado, as lideranças islâmicas não costumam negar nada do que foi afirmado neste texto; ao contrário, fazem questão de deixar claro para quem quiser filmar e difundir, sem o menor constrangimento:

Se Deus quiser, vamos escapar dessa e manter o direito de professar as fés que nos conduziram ao atual estágio de desenvolvimento e convivência pacífica. Mas é bom começar a orar (e agir) desde já.

 

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Afastar-se da Esquerda é ver ídolos de barro colapsarem

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A mera utilização da sigla da entidade servia como um selo de autenticidade da informação. Se o ritmo do aquecimento global era quase irrefreável devido à ganância dos capitalistas, segundo a ONU, então este fato era incontestável. Não havia fundamento para pôr em xeque a veracidade da afirmação: mais sensato era partir direto para o debate sobre como resolver o problema por ela apontado. Se a ONU havia dito, não havia porque desconfiar. Afinal, eles são uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a paz mundial, e, portanto, totalmente confiável, correto?

Daí você descobre, depois de décadas, que tudo não passa de um grande engodo, que aquela junta de globalistas é, em verdade, a maior ONG do planeta, cuja atuação quer sobrepujar-se à soberania dos povos por meio de um governo mundial não eleito composto de burocratas sem rosto, incentivar o aborto, semear o ecoterrorismo e o antissemitismo, bem como interferir na economia, na educação e nas relações trabalhistas, centralizando em si mesma uma autoridade supranacional – isso tudo contando com um orçamento bancado quase que integralmente por Estados Unidos e Alemanha, e à sombra de bilionários como George Soros. Lá se vai ao chão um ídolo de barro.

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Fazer maratona de filmes indicados para o Oscar da academia do Hollywood era passatempo garantido todo início de ano. Era bacana admirar a performance de atores e atrizes, bem como os enredos tão bem bolados e as produções esmeradas. Mais bacana ainda era ver as estrelas do cinema engajadas em causas humanitárias, adotando crianças da África e lutando por um mundo mais igual e justo. Ver em cena Angelina Jolie, DiCaprio, Brad Pitt, Cameron Diaz, Meryl Streep era garantia de grudar os olhos na tela e ficar encantado com a magia produzida nos estúdios.

Daí você descobre que todo aquele pessoal constitui a mais perfeita definição da Esquerda Caviar, que eles afirmam querer salvar nosso ecossistema enquanto voam de jatinho para todo lado, que fecham os olhos ou até mesmo prestam suporte a ditadores como os Castro, que ombreiam esforços com aqueles que querem ver o Ocidente tomado pela Lei da Sharia enquanto defendem gays e mulheres ao mesmo tempo. Não dá: não tem mais como olhar para este pessoal com os mesmos olhos inebriados de outrora. É outro ídolo de barro ruindo estrepitosamente.

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Aquela banda irlandesa sempre foi presença garantida nas playlist desde os tempos das fitinhas K-7. Caetano e Chico representavam tudo de bom que a arte pode produzir – inclusive como instrumento de “luta contra repressão”. Ler Luis Fernando Veríssimo era sinônimo de escapar das mazelas do mundo nadando no bom humor do escritor por algumas horas. Ouvir Plebe Rede na festa era garantia de cantar a plenos pulmões aquela pergunta retórica “cadê minha fração de riqueza”.

E daí você descobre que este povo vive de braços dados com o MST enquanto mama na Lei Rouanet, que sonha com um sistema de governo que tenta dar certo há quase um século e vai ceifando vidas e a dignidade de indivíduos enquanto não param de deturpar Marx, que adoraria ver Luiz Inácio de volta ao Planalto, que gostaria que fosse implantado um bolsa-família em escala mundial. Eis outro ídolo de barro desmanchando-se na chuva da verdade.

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A professora Ester, que ministrava aulas de História no ensino fundamental, era uma senhorinha simpática que me ensinou e a meus colegas que nosso país só é pobre porque os colonizadores malvados nos tiraram tudo que tínhamos à força, matando índios e escravizando negros pelo caminho. Que os imperialistas americanos estão sempre de olho em dominar outras nações mundo afora, e que até mesmo poderiam, um dia, invadir o Brasil de olho em nossos estoques de água potável – afinal, o capitalismo ainda vai acabar com os recursos naturais do planeta. Que a desigualdade em nosso país é fruto da ambição desmedida dos donos dos meios de produção – sempre sob o olhar atento de alunos que jamais sequer cogitariam duvidar daquilo tudo.

Que coisa lamentável olhar para trás e ser obrigado a constatar que a imagem que eu tinha da professorinha Ester não passa de outro ídolo de barro desabando diante dos fatos da vida real. Uma pena mesmo.

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É complicado, sem dúvida. Dolorido muitas vezes. Quer dizer que tudo aquilo que acreditávamos era puro embuste? Que todos aqueles ídolos eram estátuas que não resistem ao menor empurrãozinho dos fatos sem estatelar-se no solo e partir-se em mil pedaços de ficção? Que coisa, viu. Vergonhoso deixar-se ludibriar tão facilmente.

Mas nunca é tarde para fazer uma faxina, remover todos os cacos espalhados no chão e não mais permitir que santos do pau oco invoquem para si tamanha autoridade moral e intelectual sem contestação. Faz parte do processo de amadurecimento do ser humano aceitar que errou, ainda que tenha permanecido errando por muito tempo. Persistir no erro e assistir a outros incorrendo nos mesmos enganos sem nada fazer é que é inaceitável.

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Projeto de Lei quer criar cota para travestis e transexuais em concursos públicos

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Esse vereador de Fortaleza/CE é daqueles cujo desempenho parlamentar dá razão a todos os que pedem a redução do número de legisladores nas três esferas governamentais do Brasil. De fato, pouco para fazer e necessidade de “mostrar serviço” são uma combinação explosiva, que pode resultar em sandices do gênero (sem o perdão do trocadilho):

Projeto de Lei de autoria do vereador Márcio Martins (PR-CE) quer criar cota para travestis e transexuais em concursos públicos municipais. O PL 87/2017 reserva 2% das vagas para transgêneros, que devem apresentar um “laudo médico e psicológico apresentando seu gênero e/ou sexualidade”, segundo a matéria.

O Projeto de Lei estabelece, ainda, que, no caso da constatação de declaração falsa, “o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão ao serviço ou emprego público”. A falsidade não causaria sanções na área cível e penal ao concorrente.

Martins deu entrada ao projeto na manhã desta terça-feira, 7. Para iniciar tramitação, a matéria precisa ser lida em plenário, de onde seguirá para as comissões e voltará ao plenário para ser votado. De acordo com ele, “cotas para travestis e transexuais não são privilégios”.

“A verdade é que elas são rejeitadas por uma sociedade e não conseguem empregos e daí vem a necessidade da atuação do poder público para a inseri-las no mercado de trabalho formal”, defende o parlamentar em artigo de opinião publica na edição desta terça do O POVO. “Quantas professoras travestis nós conhecemos? Quantos vereadores? Motoristas? Médicos? Advogados?”, questiona.

Caso Dandara

O projeto de Lei foi impulsionado pelo assassinato da travesti Dandara dos Santos, 42 anos, no bairro Bom Jardim, que veio à tona na semana passada após vídeo da agressão contra ela viralizar na internet.

Quatro suspeitos do espancamento que levou à morte da travesti foram capturados nesta manhã, em operação comandada pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), André Costa, no Bom Jardim.

Então vamos ver:

1) Os agraciados com a nova lei deveriam, para usufruírem da benesse estatal, comprovarem por laudo médico ou psicológico que são, efetivamente, transgênero – em oposição ao cisgênero, ou seja, o indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu corpo físico. Estranho, porque sempre ouvi setores da esquerda professarem a tese de que o gênero não seria algo fixo, isto é, alguém pode se dizer homem hoje e mês que vem mudar de ideia. Se oscilações desta natureza ocorrerem, o contrato de trabalho fica suspenso? Boa questão para os advogados trabalhistas.

2) Há previsão de anulação da nomeação caso reste comprovado que houve “declaração falsa” do candidato cotista. Mas como assim? Se ele nasceu homem, declarou-se mulher para investir-se no cargo e foi flagrado beijando uma mulher, será exonerado, é isso? Ora, isso me parece bastante com invasão de privacidade, viu? Cuidado para não dar com um processo judicial pedindo indenização por danos morais pela proa, senhor vereador. Aquele filme “Eu os declaro Chuck e Larry” é bem divertido, mas é só ficção. Na vida real, aquilo lá vira um belo bumerangue na mão do politicamente incorreto. Tiro no pé da administração pública garantido.

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Além disso, se é exigida comprovação emitida por profissional da saúde de que o candidato é de fato transgênero para fazer jus ao tratamento diferenciado, como esperar que fraudes possam ocorrer? O psicólogo estaria envolvido no suposto engodo? Ou será que não é tão fácil assim diferenciar um transgênero de um cisgênero que está um pouco confuso – ou ávido por um emprego na prefeitura? Para refletir, vereador.

Ademais, há vasta literatura médica conforme a qual muitas pessoas com transtornos de gênero, com o passar do tempo, sem serem submetidos a qualquer espécie de terapia ou tratamento, acabam por aceitar o sexo que nasceram, após certa idade – que varia de indivíduo para indivíduo. Neste caso, também será demitido o funcionário? Ou daí não é fraude? Que coisa, hein…

3) Segundo o eminente vereador, não há privilégio no projeto em questão. Vejamos o que tem a dizer Lawrence Reed (e a lógica) a respeito:

Se algo é um direito natural, então ele se aplica a todos os indivíduos simplesmente pela virtude de serem humanos. Se uma pessoa tem um determinado direito, então todos os outros seres humanos devem logicamente ter esse mesmo direito. Não pode haver conflito. Um indivíduo não pode, sem cair em contradição, alegar que possui um direito humano e, ao mesmo tempo, negar esse direito para terceiros. Fazer isso seria o equivalente a admitir que esse direito não é realmente um direito “humano”. Isso, sim, seria um privilégio.

Ou seja, se este “direito” é atribuído somente a determinada casta, em detrimento de todos os demais indivíduos, isto é um privilégio, e não um direito, vereador. Vamos chamar as coisas pelo nome legítimo, para o bem do debate.

Clodovil Ernandes, ao assumir (calma) seu mandato como Deputado Federal, foi questionado por uma repórter bastante preocupada com a “dívida histórica” dos heterossexuais se ele iria lutar pelos direitos dos homossexuais, ao que foi surpreendida  com outra pergunta: “Mas de que direitos você está falando? Devo ter privilégios por que gosto de homens?”. Responde essa olhando para aquela câmera ali, vereador…

4) O Vereador questiona o fato de que “não vemos transexuais trabalhando por aí”. Sabe por que, vereador? Porque os transexuais, em sua maioria, aparentemente, tem noção de que trabalho não é lugar de causar, de lacrar, de mostrar empoderamento. É lugar de trabalhar (talvez na câmara de vereadores também seja), e, para isso, o ideal é não chamar muito a atenção – o que seria tarefa complicada de fazer usando batom e salto alto. Que bom para os empregadores que boa parcela dos empregados transgêneros deixam para usar roupas do sexo com o qual se identificam em ambientes propícios para tal, respeitando a liturgia dos respectivos labores e o regulamento interno das empresas. Ou seja: é normal, viu?

5) A motivação do projeto é um assassinato ocorrido recentemente, o qual vitimou um transexual. Aí complicou: se formos criar reservas de mercado para todas as “classes” de brasileiros que estão sendo dizimadas como moscas em meio ao caos da violência pública,  fomentada especialmente pela impunidade, será necessário então beneficiar praticamente toda a população – só deixando de fora políticos que circulam por aí cercados de seguranças fortemente armados enquanto apoiam o desarmamento do povo. Será mesmo que a solução para evitar que mais transgêneros (e cisgêneros) sejam assassinados é dar-lhes emprego? Mas o que tem a ver uma coisa com a outra?

Conclusão: Quis pagar de preocupado com as minorias e pagou mico, excelência. Mas caso seu projeto seja aprovado e ganhe alcance nacional, acho que vou preparar uma peruca loira para o próximo concurso de Consultor do Senado, com remuneração a partir de vinte e três contos mensais, fora os penduricalhos. E ai de quem duvidar de minha orientação na entrevista de emprego!

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Crime: Professores do Paraná põem alunos para distribuir panfletos no trânsito!

Panfletos I

Deu no jornal Band Cidade: alunos de uma escola da rede pública estadual de Curitiba/PR foram filmados por um transeunte enquanto distribuíam, no trânsito, panfletos elaborados pelo sindicato dos professores daquele estado (APP sindicato) em pleno horário de aula.

Segundo o presidente da entidade, havia ocorrido uma assembléia na semana anterior na qual todos os docentes concordaram que, no dia internacional da mulher, haveria apenas meia hora de ensino em sala de aula, e que, em seguida, os estudantes seriam instados a “engajarem-se na luta” contra as reformas do ensino médio e trabalhista, as quais “afetam direitamente suas vidas”.

Fica até difícil dizer qual aspecto da ação empreendida pelos militantes disfarçados de “educadores” é mais grave: comprometer a integridade física dos adolescentes, expondo-os a risco de acidentes automobilísticos? Compelir os alunos a se ausentarem do colégio sem autorização dos pais, que acreditavam que estes estavam em sala de aula? Promover proselitismo partidário sob o manto de uma “aula prática”? Usar os estudantes como mão de obra gratuita para fins políticos? Deixar de ministrar as devidas aulas conforme previsto em calendário oficial, em claro descumprimento a seus deveres funcionais?

Pior ainda foi a atitude da Secretaria de Educação do estado, que declarou ter recebido denúncia sobre o caso via ouvidoria, e que iria apurar qual era o conteúdo dos panfletos, para, aí, sim, poder concluir se houve ou não ato de improbidade dos professores. Ora, como se isso fizesse alguma diferença: a conduta é absolutamente irregular, e o teor impróprio da panfletagem seria apenas mais um agravante (eram, em sua maioria, críticas ao governador Beto Richa). Está mais do que na cara, pois, que nenhum dos perpetradores deste ato criminoso responderá processo administrativo disciplinar – o que levanta a suspeita de que a iniciativa possa ter contado com o apoio do próprio órgão, o que seria ainda mais dantesco.

pato

E depois estes mesmos “companheiros de luta” vão bradar que não há doutrinação em sala de aula que justifique a implantação do projeto Escola Sem Partido. E vão asseverar que as invasões de colégios ocorridas ano passado, e que até em mortes de alunos resultaram, não eram orientadas e insufladas pelos sindicatos.

Detalhe: se os estudantes podem desperdiçar tempo de instrução com esta “atividade extracurricular” (leia-se: servir de escudo para sindicalistas) pelo fato de que o que acontece nos corredores do Poder  “afeta suas vidas”, então deveremos considerar razoável alocá-los na limpeza dos banheiros da escola também, já que a higiene também repercute bastante na vida de todos, certo? Da mesma forma a segurança, a alimentação e o transporte, motivos pelos quais os alunos podem, perfeitamente, começar a dirigir o ônibus escolar, a cozinhar e a ficar de guarda na entrada do colégio. Ou o relativismo só vale se for do interesse dos esquerdistas de giz em riste?

Queria ver se tais ousadias aconteceriam se o governador do estado não fosse o “direitista” tucano em exercício atualmente, mas sim a senadora petista ré no STF Gleisi Hoffmann, que sofreu derrota acachapante em 2014. Aí eu garanto que estaria todo mundo “no sapatinho” por aquelas bandas sulistas….

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