José Mayer admite que errou – e quer dividir a culpa com Você!

É público e notório que “aquele país estranho chamado Projaquistão” – como bem definidos os estúdios de filmagem da Rede Progressista de TV por Alexandre Borges (o escritor, não aquele outro rapaz famoso nos grupos de Zap)  – não chega a ser o local onde mais se cultiva valores tradicionais e familiares no mundo. Isto posto, veio à tona esta semana um caso de assédio sexual do mais baixo nível protagonizado por José Mayer nos camarins de uma daquelas novelas cuja principal temática costuma ser…sexo tresloucado, adultério e congêneres:

Acusado de abuso sexual pela figurinista Su Tonani, de 28 anos, José Mayer se manifestou sobre o assunto através de uma carta aberta enviada ao EXTRA na tarde desta terça-feira. No comunicado, o ator, de 67 anos, admite que errou e pede desculpas.

“Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora”, diz um trecho do texto.

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Até aí,  o ator estava indo no rumo correto para tentar redimir-se do “erro”, admitindo que praticou o ato libidinoso sem consentimento da moça e demonstrando arrependimento. Até que, enquanto redigia a carta de desculpas públicas, deve ter tido uma idéia de “jênio”: e por que não coletivizar a culpa? Por que não inverter tudo e fazer-se de vítima da famigerada “cultura do estupro”? Eureca, deve ter pensado o taradão balzaquiano:

No comunicado, o ator disse ser “um fruto de uma geração machista”, mostrou-se arrependido e se comprometeu a mudar de postura.

“Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança”.

Ah, claro. Faz muito sentido. Vamos pulverizar entre todos os demais homens a responsabilidade pelo ato pérfido cometido pelo garanhão da terceira idade!

Inclusive, claro, entre aqueles que aprenderam desde cedo, com seus pais “reaças” e suas ridicularizadas diuturnamente famílias de propaganda de margarina, a importância de respeitar limites, de calcular as consequências de nossas ações para aqueles que nos cercam, de nos colocarmos no lugar dos outros antes de simplesmente empreendemos nossas vontades. E os operários da obra que assobiam para quem passa na calçada também serão chamados a contribuir, por óbvio.  Passa para cá minha parcela de culpa, Zé!

Sem-vergonhice da brava – tanto o assédio propriamente dito quanto a covardia em declarar-se tão somente como o resultado de uma sociedade que, em tese, consideraria normal o que ele fez com a colega de trabalho. Talvez em sua cabeça pervertida pelo meio em que labora, quem sabe. Sua pretensão foi clara: esconder-se atrás de uma multidão de supostos machistas que partilhariam de sua visão particular depravada da vida. Tipo assim: eu fiz, mas todo mundo faz e acha bacana. Aqui, farroupilha!

José Mayer quis matar dois coelhos com uma cajadada: tirar de seus ombros – e passar para os nossos – parte da responsabilidade pelo que fez, e ainda ganhar eventuais pontos com as feminazi para aliviar seu saldo negativo.

Esperto, de fato, mas não vai funcionar, meu velho: assuma que cometeu um crime e arque com as consequências feito homem – não aqueles personagens ridículos por você interpretados. Grow a pair, como dizem os americanos. Até porque sua atitude, para seu azar, guarda muita semelhança com a história narrada por Donald Trump no áudio viralizado pouco antes da eleição. Ou seja, toda a ira da esquerda contra o presidente dos EUA, represada nos corações avermelhados pela frustração da derrota de Hillary, deve estar sendo apontada para sua testa neste exato momento, viu…

Como se diz na giria militar: ENTUBA, José Mayer. Mata no peito e te vira. Tô fora. E vai se dar o respeito, rapá. Canja de galinha e noção de ridículo não mata e só faz bem.

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