Matemática é racista, dizem “educadores”. Ou: Você vai acreditar em mim ou nos seus olhos?

Racist

Organizações americanas de matemáticos concluíram que “o ensino da matemática é injusto e baseado em um legado de discriminação institucional”. Em uma nota oficial conjunta, a TODOS: Mathematics for All e a National Council of Supervisors of Mathematics (NCSM) declararam que “a justiça social é crucial para o acesso, o engajamento e o desenvolvimento no aprendizado de matemática da juventude”.

Afirmaram ainda que “a matemática ajudou a perpetuar a segregação racial, pelo fato de que o desempenho na matéria é normalmente medido por meio de testes padronizados que acabam por selecionar os estudantes em função de sua raça, classe social e gênero, desde a escola elementar”.

Lamentam também os referidos social justice warriors “a noção generalizada entre os profissionais da área de que é essencial que os alunos aprendam os elementos básicos antes de abordar problemas mais complexos”. Por fim, alegam que “predominam entre os professores de matemática brancos de classe média, o que destoa da diversidade racial de seus alunos“.

Eis aí mais um capítulo da saga coletivista: a desigualdade de notas oprime os alunos com menor rendimento em determinada disciplina. Na maioria dos campos de estudo, todavia, é perfeitamente possível que um professor relativize o conhecimento demonstrado em provas e trabalhos escolares  e nivele (por baixo) a performance de todos.

Mas a matemática, como ciência exata que é, admite pouca ou nenhuma margem de manobra. Consciência social e senso crítico não se prestam a resolver cálculos e solucionar equações.

E isto, obviamente, é um grave entrave para o avanço da mentalidade socialista revolucionária, que vê na disparidade de mérito pessoal (habilidades naturais + esforço + legado cultural herdado), inerente a qualquer grupo de indivíduos, um pecado mortal. A miséria (intelectual, no caso) adora companhia, por certo.

Flertam eles até mesmo com o conceito de “progressão continuada” implementado no Brasil sob influência de Paulo Freire, o idealizador da “pedagogia do oprimido” (método este intrinsecamente ligado à queda acentuada de QI registrada em nosso país nas últimas décadas, conforme gráfico abaixo). É exatamente isso o que propõem eles quando dizem que seria descabido exigir a comprovação da assimilação dos conceitos básicos antes de passar para temas mais aprofundados.

QI

O intento destes institutos constitui um verdadeiro crime contra a humanidade, na medida em que a matemática é a base da engenharia e da tecnologia da informação, duas atividades que permitiram o notável avanço dos índices de desenvolvimento humano registrado por todo o globo nos últimos dois séculos.

A evolução dos meios de transporte e de comunicação, bem como o incremento da produtividade das indústrias (que possibilitaram o acesso das massas a bens antes restritos a pessoas ricas), seriam feitos impensáveis sem a figura do nerd que fatura a olimpíada de matemática – independente de sua cor, credo e origem.

O racismo destes “educadores” pode, destarte, nos fazer retroceder no tempo e causar a degradação da qualidade de vida sem precedentes por todos usufruída nos dias atuais.

Mas a verdadeira meta destes acadêmicos tão indignados com a matemática vai bem além de meros muxoxos corporativistas, como de praxe se observa na rede pública brasileira de ensino. É consenso entre os esquerdistas que a realidade é sua principal inimiga no processo de submissão da sociedade ao Estado – e aos bilionários a ele conectados. Alguns minutos de observação honesta dos fatos e do mundo que nos cerca são suficientes para jogar por terra slogans marxistas. Entre a utopia igualitarista e os fatos, pior para os fatos, por assim dizer.

Convencer as pessoas de que uma parede azul é vermelha faz parte, portanto, da empreitada de doutrinação levada a cabo por aqueles premiados com a audiência cativa diária de nossos filhos. Como convencer alguém que Che era um sujeito humanitário sem distorcer a própria História? Como persuadir pessoas minimamente dotadas de inteligência de que o caos na Venezuela é culpa dos capitalistas gananciosos e dos imperialistas ianques sem adulterar aquilo que está diante de seus olhos?

O histórico do socialismo é, pois, péssimo para sua propaganda e disseminação, e então é preciso transformar, no imaginário popular, fome e genocídio em igualdade e harmonia, adulterando os sentidos do indivíduos e deturpando seu senso comum.

Boa parte do conteúdo programático da matemática, entretanto, não pode ser refutado sem que a própria realidade seja desafiada. São de fácil observação, e até mesmo experimentação em nosso cotidiano, as operações matemáticas em geral. Seja trabalhando, fazendo compras ou viajando, a validade dos preceitos matemáticos pode ser aferida a cada momento em que precisamos fazer contas, desde a divisão da despesa do churrasco até a realização de investimentos na bolsa de valores.

1 + 1 = qualquer resultado que não ofenda minorias e contribua para uma sociedade mais “justa e igual”? Não: a resposta é 2. E viva com isto. Às favas com o relativismo moral, que não tem vez aqui.

Aí está a característica desta ciência, exata por natureza, que tanto desagrada os “progressistas”. Contestar a matemática é tão complicado quanto negar que a liberdade econômica tirou de condições de vida deploráveis bilhões de habitantes deste planeta. A tal ponto que chegará o dia em que o professor, revoltado com a situação, precisará indagar aos seus alunos, com as veias do pescoço saltando: “vocês preferem acreditar em mim ou nos seus olhos?” Exatamente como descrito no vídeo Modern Education, produzido em 2015:

Idiotizar a todos, rebaixando a burros de carga alienados, desestimulados ao aprendizado e repetidores de mantras desconexos da vida real pessoas que poderiam, na idade adulta, vir a criar riqueza e melhorar as condições de vivência de seus concidadãos  ao longo do processo: este o verdadeiro objetivo oculto destes agentes da revolução (alguns voluntários conscientes de sua missão, outros idiotas úteis). E a frieza dos números é um empecilho em seu caminho. Quem sabe uma boa e velha “ação afirmativa” não possa dar um jeito nisso…

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14 comentários sobre “Matemática é racista, dizem “educadores”. Ou: Você vai acreditar em mim ou nos seus olhos?

  1. “A matemática ajudou a perpetuar a segregação racial, pelo fato de que o desempenho na matéria é normalmente medido por meio de testes padronizados que acabam por selecionar os estudantes em função de sua raça, classe social e gênero, desde a escola elementar”.”

    Este foi um salto lógico, dificil de engulir até mesmo para um matemático.

    Pequena dica do titio aqui: sempre fui burro pra matemática. Até que um dia descoobri uma coisa incrível: matemática (e ciências exatas em geral) são como qualquer outra habilidade, ela entra “pelo braço”, ou seja, ou se pratica muito até entender os conceitos, ou não se aprende. Aprendi “na marra” a fazer regressão estatística. Foram mais de 200 exercícios resolovidos, alguns deles, mais de uma vez.

    Ah, mas isso dá trabalho, demanda tempo, esforço… não dá pra relativizar. Pois é… 😉

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    1. Exato. Mérito abrange capacidade inata, esforço individual e herança familiar (cultural e material). Desprestigiar estes 3 elementos é impedir que gênios da ciência, que inventaram inclusive os instrumentos nos quais digitamos agora, venham a surgir. Pensem em Cuba: médicos dirigem táxis nas ruas, por falta de estímulos para trabalharem na área médica. Viva o igualitarismo…#SQN

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      1. é surreal essa matéria, não vejo credibilidade na matéria o igualitarismo não ocorre porque os próprios indivíduos brigam entre si e arrumam dificuldades inexistente

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  2. Essa babaquice ainda vai chegar aqui aos ESQUERDIOTAS do Brasil. E quando isso acontecer, vai ser a prova MAIS QUE DEFINITIVA de que quem defende ideias de esquerda é IGNORANTE AO CUBO(ignorante³).

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  3. Depois da “batatinha racista” eu pensava que o nível de retardamento(desculpem,mas não consigo pensar em nenhuma palavra mais educada)tinha chegado ao limite.Estou vendo que me enganei…

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  4. Não precisa se revoltarem com o que marxistas dizem. O matemático UNABOMBER explicou perfeitamente em seu manifesto, o porque disso que voces debatem. É uma consequencia do progressismo. O progressismo utiliza a tecnologia, que depende da matematica, e ao mesmo tempo utiliza as ciencias humanas como forma de colocar as pessoas em cheque, e manter o sistema funcionando. Por isso discordo dos que apoiam o liberalismo, se o liberalismo é apenas um aspecto do progressismo. As ciencias humanas são uma consequencia do progresso tecnologico.

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    1. Meu blog não é isento mesmo, em hipótese alguma, nem pretende ser. Sou Liberal-conservative, de Direita, sim, e se você acha a “onda conservadora” apavorante, tome um calmante que passa.

      Quer dizer que o fato de que as meninas brasileiras e os afro-americanos, por exemplo, apresentam desempenho inferior ao dos meninos e dos brancos no PISA, é premissa suficiente para dizer que “há preconceito no ensino de matemática”?

      Jamais te passou pela cabeça que homens, POR NATUREZA, costumam ser mais interessados em Exatas do que mulheres, ou que os negros americanos, por fazerem parte do estrato social de menor renda, frequentam escolas de menor qualidade – e dada a complexidade da matéria, isto acaba fazendo muito mais diferença do que em outras disciplinas?

      Tu também está interessada em mudar a didática do balet para torna-lo mais atrativo e “menos preconceituoso” com os heteros?

      Vou te dar um toque importante: não há “polarização política” nociva no Brasil atual; há um lado que se acostumou a falar sozinho por décadas (esquerda) e outro que ganhou voz recentemente graças à Internet (direita), e por isso o pavor.

      Mas é melhor Jair se acostumando……..

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