Campanha “Criança não namora” tenta reverter cenário de erotização precoce

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Quando a rede pública de ensino expõe estudantes à sexualidade de forma prematura ou a mídia reproduz material impróprio para crianças, costumamos tecer críticas contra tais procedimentos, no intuito de preservar a infância, visando propiciar o adequado desenvolvimento da pessoa e a formação de um adulto mental e socialmente saudável. Nada mais justo, portanto, que iniciativas que vão na contramão da atual tendência de erotização infantil sejam elogiadas e propagadas.

A campanha “Criança não namora, nem de brincadeira” foi lançada pelo governo do Amazonas (o qual ganhou a parceria do Conselho Nacional de Justiça na empreitada), e objetiva combater a sexualização precoce, amplamente aceita e até mesmo incentivada (inclusive por muitos pais) em nossa sociedade.

Para os idealizadores do movimento, a principal meta é convencer os adultos do fato de que a relação natural entre meninas e meninos que ainda não chegaram à adolescência é a amizade. Incentivar o namoro na infância, para eles, pode “adultizar” e até mesmo estimular o desejo por experiências sexuais.

Tal precaução não equivale, em absoluto, a reprimir as expressões de afetividade da criança, mas tão somente a evitar transformar relações de respeito e carinho em namoro. Segundo relatado por professores, seriam comuns casos de crianças de quatro anos que se escondem para beijar na boca, e até mesmo pedidos de casamento aos cinco anos.

É trabalho fundamental de todos os envolvidos no processo educacional, pois, separar o mundo adulto do infantil. Cabe aos pais, em especial, orientar seus filhos durante as diferentes etapas do crescimento, não permitindo que importantes estágios deixem de ser vividos. Nesta conjuntura, trocar as músicas infantis por som de “balada” ( e suas coreografias frequentemente obscenas) nas festas de aniversário ou vestir as crianças com roupas e acessórios de adultos são atitudes que contribuem muito para o encurtamento da infância, dando vazão a sentimentos que elas ainda não estão prontas para compreender e processar em suas mentes.

E não adianta tentar jogar esta responsabilidade na conta dos professores: o trabalho da escola é fornecer a educação regular; incutir conceitos morais e limites de comportamento é tarefa dos genitores, para cuja execução eles, eventualmente, podem (e devem) receber ajuda de amigos e familiares, mas nunca esquecendo que o dever repousa sobre seus ombros.

Um indivíduo que tenha pulado a infância enfrentará embaraços para tornar-se um adulto maduro e responsável, pois passará o restante de sua existência tentando recuperar aquele período deixado para trás, além de apresentar dificuldade em assimilar as vicissitudes do cotidiano da vida adulta – virando um eterno púbere e potencial sujeito dependente de benesses estatais diversas (o típico membro da “juventude socialista” aos 50 anos de idade). Este fenômeno já foi melhor explicado neste artigo.

Não é bonitinho instigar beijinhos de namoro ou declarações de amor entre pessoinhas de pouco mais de um metro de altura. Tudo a seu tempo. É claro que os pedófilos não curtiram esta campanha, mas eles não podem reclamar: devem é se contar felizes por ainda estarem com vida – muito embora a Rede Globo (bem como a esquerda em geral) discorde disto  veementemente, por óbvio.

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4 comentários sobre “Campanha “Criança não namora” tenta reverter cenário de erotização precoce

  1. Tenho uma filha de 8 anos e quase todos os dias ela me vem com alguma notícia de comportamento incompatível com a idade que surge na escola dela. Desde sempre oriento-a a viver cada fase de sua vida de acordo com a sua idade e a não pular etapas, não permito que ouça músicas que contenham ambiguidade (funk) e programas inadequados, converso sempre de maneira que ela possa entender o motivo pelo qual quero preservá-la. Ela, na maior parte do tempo, entende e quando não entende, vai na ordem mesmo rsrs, mas é uma luta hercúlea que travo porque muitas crianças já estão sendo erotizada pelo simples fato de assistir a telenovelas e todas essas baboseiras que encontramos nas TVs brasileiras. Sensacional essa ideia do Governo do Amazonas no combate a essa erotização e espero que mais ações nesse sentido surjam na nossa sociedade.

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    1. Pois é, Julia, a campanha teve milhões de curtidas no Facebook. Ao que parece tem muita gente preocupada com isso e querendo mudar a história. É tarefa hercúlea, mas desistir não é uma opção. Abraços e apareça

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  2. A degradação moral e cultural é tanta que chega ao ponto de ser necessário ensinar aos pais como educar os filhos. Todos sabem que a mídia incute imundícies 24 horas por dia na mente das pessoas, mas os pais serem coniventes com isso é o fundo do poço. O pior é que os pais que sabem educar os filhos são prejudicados pela má educação dos filhos dos outros, pois a partir do momento que a criança entra em contato com outras na escola, acaba sendo influenciada pelas más condutas das crianças que são negligenciadas por seus pais. Sorte de quem pode optar pelo homeschooling.

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    1. Agora pense como serão criados os filhos desta geração que hoje já cresce neste ambiente libertino, Aline. Dá até “um ruim” imaginar o que nos reserva essa próxima leva de “senhorezinhos satisfeitos”…

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