Se o carnaval gera riqueza, então por que a controvérsia sobre sua realização?

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Em meio ao cenário de recessão que assola o Brasil desde que veio abaixo o “dique” que segurava a catástrofe financeira engendrada pelo PT em seus 13 anos de Planalto¹ (leia-se: logo após garantir a reeleição de Dilma), as prefeituras de mais de 70 municípios do Brasil já avisaram que não irão destinar dinheiro do pagador de impostos para a realização dos desfiles de carnaval. Não chega a parecer sandice: se eu estou passando por um período de vacas magras, natural é ficar um tempo sem frequentar festas, certo? A irresponsabilidade fiscal, ao fim e ao cabo, cobra seu preço, e supérfluos acabam por entrar na lista de cortes a serem efetuados nas despesas.

Não foi bem assim, todavia, que reagiu determinada parcela de nossa população. Em meio aos muxoxos produzidos aqui e acolá, foi possível captar três principais motivos para o azedume. Vejamos, pois, se procede a choradeira:

1) A festa pagã mais tradicional do país gera empregos:

Segundo consta dos arrazoados, o dinheiro proveniente dos cofres públicos investido na folia de momo retorna na forma de oportunidades para os envolvidos com os preparativos e a produção do evento. De fato, não há como negar o que se vê.

São criadas vagas diretas no mercado de trabalho quando a administração local repassa dinheiro para as escolas e blocos, e estas, então, compram material para a confecção de fantasias e demais adereços, adquirem instrumentos musicais e promovem gastos afins. A “indústria do carnaval”, ademais, pode ter a capacidade de gerar empregos de forma indireta, estimulando os setores hoteleiro e alimentício, por exemplo, fomentados pelos gastos dos foliões.

Mas o perrengue reside no que não se vê. Se este prefeito direcionar estes mesmos recursos para Educação e Saúde (e eu duvido que alguém de mente sana discorde deste remanejamento), outras atividades econômicas relacionadas a estes setores, da mesma forma, serão impulsionadas e poderão, então, contratar mais pessoal. E se os cidadãos não poderão gastar seus caraminguás durante os dias de apresentações – fazendo o “dinheiro circular”, o sonho dos Keynesianos² (e pesadelo de quem fica pra ver o resultado), fique tranquilo: eles acharão alguma outra coisa para gastar. E possivelmente sejam gastos mais úteis, sinceramente.

Ah, mas e se a festa atrai pessoas de outros rincões? Passemos, então, ao item 2.

2) Se há demanda, então deve haver interesse publicitário; 

Carnavais como o do Rio de Janeiro dispensam comentários: são espetáculos que trazem turistas de todas as partes do globo, empilhando dólares e euros nas caixas registradoras dos empreendedores locais, desde o vendedor de chá na praia até o proprietário do Copacabana Palace.

Mas é de se indagar: se este show possui um potencial de marketing tão notável, como ele não consegue se auto-sustentar? Por que as agremiações precisam de subvenção do Estado? Um evento transmitido para diversos países não tem como captar recursos por conta própria?

A resposta, ao que parece, pode ser encontrada no regulamento da liga das escolas de samba do RJ – e que costuma ser emulado, em grande parte, por outras associações do gênero Brasil afora:

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Ora, se as escolas de samba são tolhidas por suas próprias entidades representativas da ferramenta mais eficiente que poderiam utilizar para obter recursos – isto é, o merchandising – fica fácil entender porque todo ano seus diretores precisam ir com o pires na mão mendigar para o prefeito e o governador.

Não que seja o caso de fazer um carro alegórico em forma de garrafa de Coca-Cola, ou a porta-bandeira tremular um símbolo do Mcdonalds, mas exibir marcas, de forma discreta, poderia representar a independência daqueles desfiles de carnaval capazes de seduzir a audiência em relação ao governo.

Eu também não gosto muito de ver anúncios na camisa do meu time, mas eu entendo que é necessário para a subsistência dele. Só fica esquisito quando há anunciantes demais. É a diferença entre aquele carro antigo colorido (tal era o número de patrocinadores) da equipe March de F-1, e a eternizada em nossa memória McLaren de Ayrton Sena ostentando o Malboro no aerofólio.

Ou seja, sequer estamos diante de um caso similar aos financiamentos da Lei Rouanet, nos quais costumam ser contemplados certos artistas que jamais sobreviveriam no livre mercado – e outros muito ricos que não precisariam, aliás –, pelo simples fato de que os consumidores, cuja vontade é soberana, não os elegeriam para brilhar nas telas ou palcos. Ao contrário: os organizadores do carnaval são capazes de gerar muita receita, mas eles não conseguem canalizá-la para seus cofres porque se recusam a fazer propaganda – ou são proibidos: em algumas cidades, é a própria lei que restringe a exploração comercial. Aí só resta resmungar mesmo.

A esta altura da avenida, já posso ouvir puxadores de samba-enredo maldizendo meu nome: onde já se viu tratar Mangueira e Salgueiro como se empresas fossem, e visassem, pois, auferir superávit em sua contabilidade? Tudo bem que isso garantiria performances artísticas cada vez mais belas, possibilitando contínuo reinvestimento e autonomia para essas sociedades, mas nada que justifique misturar o medonho lucro com o som das cuicas, por certo. Melhor seguir gerindo-as de forma amadora, escoradas em dinheiro de origem duvidosa e no orçamento da prefeitura. Bem melhor…

3) Se não houver dinheiro público envolvido, não haverá desfiles nem nosso “sagrado” carnaval: será? 

Este argumento lembra-me do início do governo Temer: “se não houver Ministério da Cultura, não haverá cultura”, diziam os incautos e os argutos. Quer dizer que as pessoas ficarão trancafiadas em casa na última semana de fevereiro, se não rolar patrocínio estatal? Não haverá samba nos morros e nas periferias? Não sairão às ruas os blocos e muambas? Não se reunirão às pessoas nas praias, nos botecos e até mesmo em suas casas para fazer uma bagunça? Custa-me crer.

Além disso, se fazem tanta questão assim de desfilar na avenida, que tal promover um financiamento coletivo (crowdfunding), como bem ensinou o pessoal do “Libera Que Eu Conservo”³, e mandar uma banana para o prefeito?

Conclusão: não procede a lamúria, meritíssimo. Segue o baile – seja ele de carnaval tradicional ou não: tem gente que prefere carnaval eletrônico ou até mesmo carnaval zombie, veja só. “Não deixe o samba morrer”? Muito justo, desde que ainda haja interesse suficiente das pessoas nos desfiles clássicos de carnaval, e que estes não impliquem em desviar recursos escassos extraídos do setor produtivo que poderiam ser aplicados em áreas mais sensíveis da sociedade.

Ou melhor ainda: a partir de uma eventual economia viabilizada pela negativa estatal em subsidiar o carnaval, o prefeito poderia dar desconto no IPTU, quem sabe. Mas daí é sonhar alto demais…

¹ http://www.ilisp.org/artigos/13-graficos-que-mostram-como-dilma-rousseff-e-o-pt-destruiram-o-brasil/

²https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/06/engracadinha-mas-ordinaria-dissecando-uma-piada-matreira/

³http://rodrigoconstantino.com/artigos/bloco-de-carnaval-libera-que-eu-conservo-mostra-que-direita-cai-finalmente-no-samba/

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Críticas aceleram o amadurecimento de todos – e não será diferente com o Islamismo

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Como requisito prévio para entender o ponto deste artigo, peço que o leitor assista a dois curtos vídeos, abaixo reproduzidos, ambos por este escriba legendados.

No primeiro, a radialista britânica Katie Hopkins indaga a um ouvinte – que ligou para a rádio indignado com o veto temporário imposto por Donald Trump a sete países com histórico de ligações com grupos terroristas (lista esta elaborada pela administração Obama) – por que os refugiados destas nações não pedem asilo em países muçulmanos, e sim em nações cristãs. Aman admite, no desenrolar do diálogo, que o Islamismo “não passa por uma boa fase”.

https://youtu.be/VJP5HVYBCyI

No segundo, Asra Nomani, co-fundadora do Movimento pela Reforma Muçulmana, vai na mesma linha, declarando, durante entrevista concedida à Foxnews, que apoia a medida adotada pelo presidente americano, em nome da segurança do povo da América, e denuncia que movimentos de Esquerda (como a Open Society Foundation, financiada pelo Bilionário George Soros) estão por trás dos protestos que tomaram conta dos aeroportos naquele país.

https://youtu.be/QDVlB0aWCWo

Pois bem, este é o ponto: como reconhecem Aman e Asra, urge que o Islamismo sofra um processo de depuração, uma espécie de iluminismo, uma profunda revisão de vários de seus princípios basilares, tal qual outras religiões, especialmente a católica, experimentaram através dos séculos. Caso contrário, sua sina de colidir com os valores da civilização ocidental seguirá – para o sofrimento tanto de muçulmanos como de professantes de crenças judaico-cristãs.

Episódios como o de 2004, quando o papa João Paulo II pediu desculpas públicas pelos crimes cometidos por sua Igreja durante o período da Inquisição, são inimagináveis partindo de um Imã qualquer que, eventualmente, se mostrasse arrependido por tantas atrocidades cometidas em nome de Alá.

Só que essa mea culpa, bem como o correlato processo de reformulação de preceitos, não serão desencadeados do nada. Não fosse Martinho Lutero ter se levantado veementemente contra certos dogmas do catolicismo romano, e ainda poderíamos estar vendo “bruxas” sendo queimadas, indulgências sendo vendidas e o Estado imiscuído com religião no Ocidente. É necessário, sim, apontar o dedo e deixar claro que a Lei da Sharia é incompatível com o grau de prosperidade e civilidade atingido por nosso hemisfério [¹].

sharia

Nota-se que é bastante fácil criticar o pastor da Universal quando ele determina que seus fiéis somente possam copular após o matrimônio; que é uma moleza virar para os Testemunhas de Jeová e afirmar que não aceitar fazer transfusões de sangue para salvar vidas é absurdo; que é barbada dirigir-se para o pessoal do Candomblé e asseverar que sacrificar animais para os deuses é uma prática disparatada. E manifestar estas desaprovações para com os procedimentos de tais crenças é extremamente salutar, pois, via de regra, conduz ao aprimoramento da fé, ao abandono de certos expedientes despropositados.

Mas convenhamos que proceder de tal forma em relação ao Islã é tarefa que requer bem mais coragem – que o diga o pessoal do Charlie Hebdo. Esta preocupação em ofender muçulmanos nada mais é do que síndrome de Estocolmo engarrafada como politicamente correto. Medo mesmo.

E aí ficamos assim: sem ninguém dizer uma palavra sequer contra este código de normas dotado de gravíssimos problemas conceituais, que, não fosse uma religião, seria imediatamente abolido de países democráticos, tal a bestialidade de alguns costumes por ele pregados. Aliás, como bem explica o ouvinte Aman no vídeo acima, as divisões internas da crença, como a disputa entre Sunitas e Xiitas, são outro fator que exorta homens-bomba diariamente no Oriente Médio, e podem, inclusive, ter motivado o atentado na mesquita de Quebec.

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Mas se nos faltar estômago para ajudar esta religião a alcançar um estágio menos bárbaro de comportamento, que sejamos, ao menos, solidários àqueles muçulmanos moderados, que travam esta luta há tempos. Sim, eles existem. Sim, muitos deles vivem próximos de nós. Mas o problema é que eles, normalmente, residem em bairros dominados pelo Islã, e onde a Sharia é simplesmente imposta por fanáticos. Em alguns casos, a polícia até mesmo tem se recusado a atender chamadas de estupro e espancamento de mulheres (como nos subúrbios de Londres) por receio de ser acusada de islamofobia.

Ou seja, muito ajuda quem não atrapalha: se não quiser ombrear esforços com pessoas como Asra Nomani, pelo menos não fique postando #IslamismoPaz&Amor e desassociando atentados terroristas da religião dos perpetradores. No mínimo, pois, respeite a batalha destas pessoas e não fique encampando marchas em apoio àqueles que tanto as fazem padecer, enquanto tenta apenas aparecer. O resultado desta contenda nos interessa a todos: ou estes muçulmanos conscientes conseguem convencer o restante de seus correligionários a rever suas condutas, ou pode ser que nós todos venhamos a ser “convencidos” a adorar outro deus em breve.

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Ah, a constituição da América (e a nossa) proíbe qualquer espécie de “discriminação religiosa” – ainda que o objetivo desta empreitada  seja possibilitar que seus mandamentos se adequem ao século XXI? Bom, primeiramente, as restrições impostas por Trump não estão associadas diretamente ao Islamismo – se assim fosse, países como Bangladesh, Indonésia e Índia teriam entrado no rol.

Ademais, os direitos à vida e à dignidade estão muito acima em nossa escala valorativa, até onde se sabe. Se algum maluco fundar uma religião que permite o roubo e cuspir na cara de outrem, devo permitir que levem meu carro e receber saliva no rosto alegremente, em respeito ao credo alheio? I don’t think so!

E parece que bastante gente concorda, viu…

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[¹] http://infielatento.blogspot.com.br/2015/11/lei-islamica-sharia-resumo-do-que-nao.html

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A estratégia comercial do “quer pagar quanto” não é tão inovadora quanto parece

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A edição de 24/01/2017 do Jornal Nacional revelou uma curiosa tendência constatada em estabelecimentos comerciais de algumas capitais: o consumidor decide o preço que quer pagar pelo bem ofertado. Esta “transformação nas relações de consumo” de que trata a matéria pretende demostrar, na prática, que seria possível cobrar menos por produtos e serviços e, mesmo assim, manter as empresas operando. Ou ainda, em alguns casos, evidenciar que as margens de lucro do estabelecimento mantiveram-se em patamares “razoáveis” quando deixado a cargo do cliente definir quais parâmetros devem pautar a formação do preço das mercadorias.

Um dos investidores entrevistados que apostou neste modelo declarou que “a gente convida as pessoas a definirem um preço. Então, a ideia é que cada um busque um critério para dar um preço. Quanto você acha que vale, que merece, quanto paga por aí”. Os jornalistas responsáveis pela produção, a certo ponto da reportagem, afirmam que “o estranhamento dos clientes faz parte da proposta. Ter um comércio justo, com custos transparentes, e fazer com que as pessoas reflitam sobre o quanto pagam por serviços e produtos que consomem”. Também é personagem da peça jornalística um professor universitário de Economia que ministra um curso de pães e resolveu dar o exemplo, recebendo o valor estipulado por seus alunos; segundo ele, “a gente precisa criar formas alternativas que sejam muito mais humanas e sensíveis às necessidades das pessoas, que sejam mais equitativas, mais justas”.

Merecimento, justiça, transparência, retomada de consciência, transações mais humanas e equitativas, sensibilidade às necessidades das pessoas – todas essas palavras que apelam ao emocional, que agregam valor afetivo ao material televisivo, e contra as quais seria difícil (e politicamente incorreto) posicionar-se contra. Vale a pena, ainda assim, lançar um olhar mais apurado sobre esta suposta “revolução” fomentada pela rede progressista de TV.

1) Os consumidores, em um ambiente de negócios sem intervenção estatal, decidem quanto querem pagar desde que o mundo é mundo:

Desde os primórdios, as trocas entre os indivíduos sempre se deram em meio a acaloradas discussões sobre qual seria a correta equivalência entre a vontade do demandante de possuir um determinado artigo e o desejo do fornecedor em efetuar sua alienação – e, assim, faturar. Em muitos mercados a céu aberto, onde são comercializados, primordialmente, manufaturas e alimentos, ainda é possível observar tal metodologia sendo aplicada. Nestas praças, ainda vigora a barganha verbal como principal meio de definição de preço.

A extraordinária velocidade com que se efetuam compras e vendas em grande escala nos dias atuais, todavia, acabou por tornar mais prático, para ambas as partes envolvidas, fixar um preço e submetê-lo a todos os potenciais clientes. Os constantes incrementos de produtividade na indústria, que permitem fabricar bens de crescente valor a custos minorados, em amplas quantidades e em tempo reduzido, permitiram aos empresários reduzirem o lucro na margem para aumentá-lo no volume.

Tal avanço, porém, não teria como funcionar à moda antiga. Implicaria em elevação de despesas e complicações logísticas uma vasta rede de lojas online, por exemplo, contratar pessoas apenas para negociar com cada interessado nos bens ofertados, um a um, lidando individualmente com cada pedido de desconto, até que fosse atingido um ponto intermediário e satisfatório para ambos.

Tal procedimento rudimentar foi naturalmente substituído, pois, tão logo a evolução tecnológica (especialmente nos transportes e nas comunicações) ampliou a concorrência entre os agentes econômicos. Se nos é possível, com alguns cliques no celular, vir a saber o preço de um equipamento ou máquina em todas os pontos de venda da cidade, fica mais fácil pechinchar; se for viável dirigir-se rapidamente a qualquer ponto da cidade para buscar a oferta mais atraente, melhor ainda (quem sabe não rola até um Uber neste processo); e se quiserem entregar na minha casa, ótimo. Até mesmo leilões são realizados hoje pela internet, evidenciando que as discussões acerca dos preços seguem ocorrendo de forma habitual.

O progresso das relações comerciais desde a revolução industrial, portanto, não tirou das mãos dos consumidores a possibilidade de ele decidir quanto quer pagar; ao contrário, amplificou-a. Cada cliente, ao decidir pagar por um determinado produto ou serviço, acena positivamente com a cabeça para o comerciante que concorda com o preço.

Caso negativo, ele pode dirigir-se ao estabelecimento vizinho, o que sinalizará para o primeiro vendedor que ele deve, em tese, baixar seu preço. Cada compra que é realizada ou deixa de ser efetuada, neste contexto, representa um “voto” no preço que foi estipulado. Todos os clientes juntos, então, decidem “em coro” por quanto aquele bem deve ser vendido. E os princípios por eles empregados em suas tomadas de decisão serão sempre de ordem estritamente particular, podendo, ainda, oscilar no tempo.

Se eu pago três reais por um café expresso todo dia na padaria na esquina da minha casa, significa que eu e todos os demais frequentadores do panificadora estamos avisando ao padeiro que, sim, aquele é o preço que queremos pagar. Um dos leitores da reportagem em questão não apenas captou com precisão estes conceitos, como ainda os resumiu em poucas e sábias palavras em seu comentário no website do referido periódico:

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A Aliança Profana entre Esquerda e Islã

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Legendei o vídeo abaixo, produzido por Paul Joseph Watson (https://twitter.com/prisonplanet), no qual ele demonstra que Esquerda e Islã uniram-se contra seu inimigo comum: a cultura ocidental. A aliança profana formada entre comunismo e islamismo representa o maior ataque já sofrido pela civilização ocidental: aquele rejeita seu caráter predominantemente capitalista, e esse repudia seus governos laicos (infiéis). Maomé & Marx juntos contra tudo o que elevou as condições de vida da humanidade a níveis jamais outrora constatados.

Os muçulmanos e sua Sharia são o novo lumpesinato recrutado pelos comunistas para gerar o caos no Ocidente, impossibilitando o livre mercado, que não prospera sem segurança jurídica e previsibilidade. Tudo orquestrado: Obama estimulou a “Primavera Árabe”, gerando intermináveis guerras e enfileirando hordas de refugiados islâmicos em direção à Europa e a América; agora fazem campanhas pedindo que os recebamos “de braços abertos”, enquanto acusam os descontentes de xenofobia, para que, muito em breve, a desordem se instale e o Estado, tão logo o capitalismo reste impraticável, se apresente como único salvador da pátria.

A extrema-esquerda, sabedora de que os seguidores do Corão não apenas não irão adaptar-se a nosso modo de viver, como também irão impor sua religião sobre nós, agem como se um grupo de sobreviventes do seriado The Walking Dead conseguisse direcionar zumbis sobre outro, para, após o ataque, tomar posse do que sobrar. Estão usando os muçulmanos como cães de caça, mas esquecem que, frequentemente, caçadores são mordidos pelos próprios cães. Vejamos, pois, o que vai sair desta cruza doentia entre comunismo e Islã – algo parecido com o Afeganistão, possivelmente.

Confesso que ver uma mulher alemã com os olhos marejados diante de uma islamista rezando aos gritos em uma praça pública de Berlim é uma cena de arrepiar a espinha. Que Deus nos ajude, e que o Judaísmo e o Cristianismo sobrevivam – e nos ajudem a sobreviver…

 

Editado: o vídeo abaixo, legendado pela equipe do “tradutores de direita”, mostra que essa aliança remonta aos tempos da URSS, e que a relação entre Islã e Esquerda é mais umbilical do que se imagina.

 

 

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Agora é lei na França: se eu não te ligar, você não atende!

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Entrou em vigor na França, em dois de janeiro do corrente ano, diploma legal que obriga as empresas com mais de cinquenta trabalhadores a “tomarem providências para estabelecer um regulamento de conduta que define os períodos em que é permitido ignorar e-mails profissionais, respeitando os tempos de repouso e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho”. Tal medida vai na mesma linha adotada pelo ministério alemão do Trabalho em 2014, quando este introduziu uma lei que proíbe os dirigentes das empresas de telefonar ou enviar e-mails aos empregados fora das horas normais de labor, exceto em situações de emergência.

Cumpre ressaltar que esta normatização representa, em verdade, um “afago” em meio a um pacote de inovações justrabalhistas aprovadas em 2016 pelo governo do socialista François Hollande (quando a realidade bate à porta, o socialismo pula a janela, como diz o provérbio adaptado) que desagradaram à população da terra do croissant – entre elas, a possibilidade de que os contratos de trabalho firmados entre empresas e funcionários prevaleçam sobre as convenções coletivas das categorias (elaboradas com intermediação dos sindicatos), inclusive nos casos em que isso contrarie a legislação (produzida pelo Parlamento) concernente.

No Brasil, a Lei 12.551/2011 confere os mesmos direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como hora extra, adicional noturno e assistência em caso de acidente de trabalho, para quem exerce tarefas remotas, ou seja, em casa ou à distância, usando computadores, telefones, celulares e smartphones, mas não há, por ora, nenhum mandamento com o mesmo teor deste “presente de ano novo” recebido pelos franceses.

Mas haveria alguma chance de ser este um presente de grego em plena Paris? Vejamos, pois.

1) Primeiramente, um exercício de imaginação: observe as duas figuras abaixo, e indique quais desses trabalhadores estão mais propensos a receberem comunicações de suas chefias no horário de folga:

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Suponho que a caixa de entrada do correio eletrônico (e demais depositórios de mensagens, como Whatsapp e SMS) do pessoal de terno e tailleur apresente probabilidades muito maiores de ficar cheia durante o descanso, uma vez que, quanto mais alta a hierarquia do trabalhador no quadro da empresa, maior é o compromisso deste com os resultados práticos alcançados pelo estabelecimento nos qual labora. Para esses empregados com perfil de gerentes, a chance de que situações imprevistas (como necessidade de remanejamentos de escalas, descumprimentos contratuais de fornecedores, e por aí vai) surjam em seu horário de repouso são bem maiores.

Se a diretoria de uma dada empresa estiver desautorizada por lei, diante de um caso concreto que só possa ser resolvido pelo chefe de um de seus departamentos, a estabelecer contato com esta pessoa durante seu intervalo interjornada, os resultados advindos desta prática, derivados dos desdobramentos encadeados por esta proibição, irão atingir quem está na última ponta da rede produtiva: o consumidor. No exemplo das figuras, pode ser que falte carne no seu açougue. E caso prejuízos desta natureza tornem-se rotineiros na atividade econômica em questão, em função desta nova diretriz, é também para os clientes que estes serão repassados todos os custos, com certeza.

Não por acaso, nossa legislação, por mais arcaica que seja, permite que, uma vez caracterizado o cargo de confiança, excluído seja o trabalhador do controle de jornada do empregador – desde que o salário deste seja acrescido em 40%, no mínimo – possibilitando, destarte, que este seja acionado sempre que preciso.  Alguma dúvida de que vale a pena elevar a remuneração deste empregado e poder contar com ele para descascar abacaxis que eventualmente apresentem-se depois que ele já foi para casa? Veja a que ponto chegamos: nossas leis de 1940 mostram-se mais apropriadas ao ambiente organizacional, neste aspecto, do que o novo regramento francês.

2) Você não é um trabalhador com perfil de gerente (não possui autonomia para tomar decisões de qualquer espécie), foi contratado e recebe para trabalhar um determinado número de horas semanais, mas costuma precisar estender a jornada laboral após ir para casa, por meios eletrônicos, sem por elas ser remunerado? Está errado. O acordo entre as partes está sendo descumprido, e, por tal, você deve ser ressarcido, em decorrência da supracitada Lei 12.551/2011 – e da lógica, convenhamos. Simples assim. O papel do Estado nessa relação seria, pois, o de arbitrar o conflito e/ou estipular indenização para o indivíduo lesado.

Seria o caso, pois, de proibir que tal prática ocorra, por meio de imposições legais, a exemplo da França? Voltemos ao tópico anterior: se você não for um trabalhador com perfil de direção ou chefia, tal expediente não irá ocorrer com frequência, e não haveria, portanto, motivos para se preocupar.

Se seu empregador, por outro lado, entra em contato habitualmente durante sua folga pedindo para resolver pepinos, mas esse seu envolvimento com a gestão do negócio não é reconhecido pelo empregador (que não lhe gratifica a mais por tal responsabilidade extra nem lhe promove a um cargo de mais alto relevo), de duas uma: ou ele vai acabar falindo por não motivar adequadamente àqueles responsáveis por conduzir os rumos do empreendimento (que fazem, no caso, muito além de tão somente cumprir ordens e precisam empenhar criatividade e iniciativa em suas tarefas cotidianas), ou você vai acabar indo parar em outra empresa que lhe confira a distinção merecida – esta segunda hipótese, infelizmente, tornar-se-á mais factível quando a economia do Brasil sair do estado de letargia em que se encontra; até lá, é bem possível que você acabe cruzando com seu patrão atual nos corredores do Judiciário (que lástima).

E se o empresário contratasse outra pessoa, uma espécie de “gerente reserva” do setor, para que ele engaje-se nas ocupações do “gerente principal” durante seu repouso, em vez de manter esse em sobreaviso? Possível é, mas não é de graça nem a opção mais eficaz: é extremamente recomendável que determinadas funções de supervisão, coordenação e liderança sejam desempenhadas por um único empregado, e que ele somente seja substituído em suas férias; proceder em contrário implicaria em comprometer a já combalida competitividade de nosso setor privado. Além disso, este acréscimo no número de linhas da folha de pagamentos vai redundar, mantidas constantes as demais variáveis, em aumento de preços. Alguém ainda interessado na ideia?

Conclusão: Quanto maior for o grau de responsabilidade do empregado para com a consecução dos fins da atividade empresarial (ou seja, quanto mais relevante for sua posição no organograma), mais imperativo será, vez por outra, contatá-lo durante seu descanso, e não será uma lei que irá alterar esta realidade – quando muito, irá gerar desordem no processo produtivo e acarretar perdas para toda a sociedade. É claro que ele deve ser remunerado a mais por tal incumbência especial, o que, normalmente, já ocorre até mesmo a despeito do ornamento jurídico – e tais remunerações, assim como a daqueles trabalhadores braçais, tende a aumentar na medida em que a carga tributária e a burocracia estatal for reduzida. E em um hipotético cenário de mais elevada concorrência no livre mercado, empresas poderiam até mesmo atrair a mão de obra que disputariam entre si oferecendo benefícios diversos, tais como…não ser chamado na folga, quem sabe.

Até que este quimérico dia chegue, não adianta reclamar para o Hollande ou para o Temer: tem mensagem para você!

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Foxnews não me deixa passar por paranóico: Homeland também guinou à Esquerda!

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Sentei para assistir a nova sequência de aventuras de Carrie Mathison, a personagem mais empoderada (sem aspas mesmo) dos seriados americanos, ansioso por seguir vendo a agente da CIA metendo pipoco pra cima de terrorista muçulmano sem pena nem dó. Mas levantei do sofá cabreiro, achando melhor parar de ler sobre política por uns tempos, pois fiquei com a nítida impressão de que alguém havia comandado um “Esquerda, volver” em uma das minhas séries favoritas. Talvez eu estivesse mesmo vendo chifre em cabeça de cavalo, afinal – não fosse pelo fato de que o site da Foxnews publicou, logo em seguida, um artigo assinando embaixo de tudo que observei. Traduzo, a seguir, alguns trechos do post que me fez ter certeza de que não estou tendo alucinações (não sozinho, pelo menos).

(…)

O seriado Homeland chocou muitos fãs de longa data fazendo uma aparente curva à esquerda.

A sexta temporada, que estreou no domingo, apresenta a ex-oficial da CIA Carrie Mathison (Claire Danes) desiludida com a guerra ao terrorismo e voltando para os Estados Unidos com a filha Frannie para gerenciar um escritório de advocacia sem fins lucrativos no Brooklyn que defende muçulmanos americanos.

Mathison helps Sekou Bah (J. Mallory McCree), um jovem americano muçulmano preso por postar vídeos online detalhando e justificando ataques terroristas cometidos no país. O rapaz – um imigrante africano indignado porque seu pai foi deportado após o 9/11 – tem uma quantia suspeita de dinheiro em sua posse, e reservou um voo para a Nigéria. Ele alega que publicou os vídeos amparados pela 1º emenda.

Durante o episódio, Mathison diz que “o Estado precisa parar de perseguir e demonizar uma comunidade inteira” e caracteriza o jovem Sekou como “um rapaz revoltado, na pior das hipóteses”.

(…)

Que coisa, não? Baixou o espírito de uma feminazi na Carrie – ou no diretor? Só esta defesa incondicional do multiculturalismo já deve ter deixado de cabelo em pé aqueles que viam neste programa um dos últimos espaços na TV onde era permitido criticar (e mandar para junto de Alá) jihaditas – a despeito de algumas gafes cometidas aqui e ali em temporadas pretéritas, como aquela referência elogiosa indireta ao acordo de “paz” celebrado por Obama com o Irã.

Mas pensa que acabou aí? A cena mais tosca ainda estava por vir: preparem-se para conhecer a madam president!

(…)

Enquanto isso, o episódio de “Homeland” introduzia uma mulher eleita presidente, Elizabeth Keane (Elizabeth Marvel), a qual questiona a abordagem “linha dura”(?) do governo contra células terroristas domésticas, e sinaliza uma “CIA desmilitarizada.”.

A sexta temporada se passa durante o período entre a eleição e aposse da presidente, e o episódio aparentou, para algumas pessoas, que a produção da série embarcou no politicamente correto.

 (…)

Este ato falho foi é engraçado, ao melhor estilo da revista Newsweek e demais veículos da mídia mainstream, cantando a vitória de Hillary antes da hora, demonstrando que a torcida por ela foi grande mesmo. A temporada do seriado foi gravada antes da eleição americana, e os produtores resolveram, ao que parece, apostar todas as suas fichas na vitória da Democrata, emplacando uma presidentA na América do seriado, e com discurso muito similar ao de Hillary. O quão traumática foi a noite de oito de novembro de 2016 para este pessoal, hein?

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O artigo da Fox ainda descreve a reação estupefata diante da mutação ideológica da série de um comentarista político conservador bastante conhecido no país, e (pelo menos até então) admirador da saga de Carrie contra a escalada do califado mundial:

Antigo fã de “Homeland”, o ícone da Direita Rush Limbaugh percebeu a mudança, conforme declarou em seu programa de rádio. Segundo ele, o programa costumava mostrar Carrie Mathison como “a principal guerreira na marcha que busca acabar com o terrorismo islâmico” … mas … agora, nesta temporada … ela dirige um centro que ajuda as pessoas a entenderem o Islã e muçulmanos, e afirma que eles não são terroristas, e que eles são injustamente perseguidos … Ela fez uma curva de 180 graus!

Eu diria que a produção derrapou na curva, isso sim. Outros seriados americanos são pura propaganda “progressista” escancarada e proposital, como já apontei aqui, por exemplo, e até mesmo documentários já foram produzidos com vistas a disseminar mentalidade anticapitalista, mas permitir que um dos últimos redutos dos telespectadores que estão cansados de vitimismo virasse, de uma hora para outra, apenas mais um instrumento de difusão do ideário politicamente correto foi um erro, até mesmo do ponto de vista comercial, lamentável – especialmente em um momento no qual a Direita começa a recuperar terreno após oito anos de Obama-Care-Only-About-Leftists.

Menos um programa na agenda televisiva, infelizmente. Paciência. Poderia ser pior: vai que o multiculturalismo passe a abarcar zumbis e White Walkers nas minorias oprimidas. Melhor nem dar ideia…

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O Super Bowl deu uma aula prática de como formam-se os preços em um livre mercado

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Consoante os ensinamentos da Escola Austríaca (e da vida real), os preços, em um ambiente de trocas voluntárias, são estabelecidos por meio do julgamento de valores feito por cada um dos consumidores. Ou seja, a valoração de um dado produto ou serviço, dotada da subjetividade individual que lhe é peculiar, pode variar em função do grupo de indivíduos considerado, e oscilar conforme o passar do tempo, posto que a demanda e a oferta por determinado bem não são fixas.

Pois foi exatamente o que ocorreu com o show do intervalo da partida decisiva da NFL (liga de futebol americano), conhecida como Super Bowl, quando a transação comercial entre os organizadores do evento e os músicos que se apresentam ao final do segundo quarto passou, no decorrer de décadas, por um processo que culminou na inversão de papéis entre consumidor e cliente.

Esta história começa em 1993, quando, com a apresentação de Michael Jackson, tem início a era das estrelas do pop roubando a cena da bola oval no show do intervalo. Uma das ligas mais lucrativas do planeta, a NFL sempre dispendeu milhões de dólares para manter os índices de audiência (e até elevá-los) em um momento do jogo no qual, em tese, o interesse do torcedor é bem menor. E deu certo: em pouco tempo, anunciar naquele curto período virou sinônimo de investir nos segundos mais caros do mercado publicitário.

Todo ano, as propagandas lançadas no Super Bowl costumam suscitar grande repercussão, tanto pela criatividade dos comerciais quanto pela fortuna desembolsada pelos anunciantes, bem como pelos exóticos garotos-propaganda escalados pelas marcas. Nada mal para vinte minutos que, em tese, só serviam para buscar mais cerveja na geladeira e ir ao banheiro, e acabaram dando origem ao maior evento de mídia dos Estados Unidos.

https://youtu.be/Y9XqYAzbmTI

A enorme exposição gerada pela oportunidade de apresentar-se no Super Bowl foi, gradativamente, conforme subiam os ratings de cada espetáculo anual, agregando valor à marca da NFL, de tal sorte que ter a chance de subir no palco improvisado no campo do estádio passou a ser um privilégio exclusivo de artistas de renome. A banda irlandesa U2, após realizar um show do intervalo em fevereiro de 2002, capitalizou vendas estratosféricas nas semanas seguintes, rendendo consideráveis dividendos à banda.

Ora, se havia, no princípio, uma demanda pela organização do evento por atrações musicais capazes de alavancar a audiência do programa, aqui o cenário sofria um tipping point: como o Super Bowl já estava com sua imagem consolidada junto ao público, os músicos é que passaram a demandar a oferta de espaço no show do intervalo. Não demorou nada, então, para que a NFL não mais remunerasse os artistas diretamente, limitando-se a, tão somente, arcar com os custos da apresentação (como passagens aéreas, hotéis, estrutura do palco, e tudo mais).

E assim funcionou durante quase uma década, sem ninguém da indústria fonográfica achar ruim trabalhar sem receber cachê – nem serial loucos de assim proceder, pois ainda valia muito a pena aparecer no Super Bowl. O Busílis de verdade começou em 2013, quando surgiram os primeiros rumores de que, pela primeira vez, a organização do evento iria cobrar uma espécie de “jabá” dos artistas que quisessem se apresentar para seus mais de um bilhão de espectadores mundo afora. Pior: a primeira vítima era a queridinha Beyoncé. Na sequência, Kate Parry e Coldplay também foram instados a “doar uma quantia em dinheiro” (sic) para mostrarem seus talentos na final da NFL.

De acordo com o The Guardian, a liga afirmou que a “doação” poderia acontecer na forma de uma parcela dos lucros das turnês após a apresentação no Super Bowl ou alguma outra contribuição financeira escolhida pelos músicos. A ideia não foi recebida com alegria pelos artistas, e muito menos por seus fãs, que consideraram um ultraje aplicar as regras do “frio capitalismo” sobre seus ídolos – aquele mesmo sistema que permitiu que esses mesmos ídolos ficassem podres de ricos.

Mas não tem jeito: quando duas partes de uma relação comercial sentam para negociar (e não há nenhum “otoridade” querendo intervir), quem tem mais garrafas para vender grita mais alto. E assim tem se sucedido deste então: caso a caso, NFL e artistas chegam a um acordo – Lady Gaga, por exemplo, será a bola (oval) da vez em 05/02/2017, e foi dispensada de pagar para cantar. A mesma sorte pode não ter aquele que for escolhido para 2018.

Curioso observar como este fenômeno também acontece no cotidiano de pessoas comuns, pois profissionais detentores de certa mão de obra especializada que esteja em falta no mercado de trabalho podem, eventualmente, exigir altos salários de seus empregadores. Todavia, esta conjuntura fará com que muitas pessoas busquem a formação nesta mesma área de atuação, o que irá, em breve, saturar as filas do RH dessa empresa, e irá pressionar para baixo o salário destes profissionais empregados – os quais precisarão, a fim de manter sua remuneração em níveis altos, aumentar sua produtividade, buscando, para tal, mais conhecimento. O oposto pode ocorrer com um estagiário que recebe apenas uma bolsa, mas demonstra grande potencial durante o treinamento, e, na hora de ser efetivado, pode requerer um bom salário.

Ora, se com João e Maria é assim, por que com pessoas famosas deveria ser diferente? Se demanda e oferta sofreram um desequilíbrio tal que os papéis se inverteram, paciência: é do jogo (sem o perdão do trocadilho). Se antes o evento comprava o direito de exibir o talento dos artistas, eles, agora, é que precisam comprar espaço no evento. E tudo ocorreu dentro das regras do livre mercado, e, o mais importante, sempre buscando agradar aqueles que sintonizam suas televisões no programa. Se o valor gerado pela NFL (alcance planetário da transmissão esportiva) encontra-se, atualmente, em patamar superior ao valor gerado pelos músicos, que o primeiro seja compensado pelo segundo. Tudo natural em se tratando de trocas voluntárias.

Neste jogo de interesse financeiro (que está mais para uma queda de braço), a NFL marcou um golaço – ou um touchdown, melhor dizendo, e com direito a trick play. E todos saíram ganhando, até mesmo os cantores reclamões e seus fãs pentelhos. Assim não fosse, e o espetáculo não teria seguido até hoje. Aliás, a produção só faz se superar continuamente, mesmo em meio às circunstâncias do “cruel capitalismo”.

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