Barack Hussein Obama e a tradição esquerdista do Gran Finale

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No derradeiro dia de seu segundo mandato presidencial, Luis Inácio decidiu (após manobra jurídica e imperdoável omissão do STF) não extraditar o assassino e terrorista condenado na Itália Cesare Battisti – tratado por nossa mídia como “ex-ativista” – o qual, sob motivações ideológicas, tirou a vida de quatro pessoas. Defendido pelo hoje Ministro da Suprema corte Luís Roberto Barroso (o que diz muito sobre o processo de indicação para este cargo), o antigo membro dos “Proletários Armados pelo Comunismo” teve seus crimes convertidos em “perseguição política”, e pode usufruir da impunidade em terra Brasilis: um tapa na cara dos italianos, os quais, em um gesto de grandeza, extraditaram o mensaleiro Pizzolato, sem retaliar pelo gesto de profundo desrespeito cometido por Lula e sua trupe;

Dilma Rousseff, enquanto já fazia as malas para sair do Planalto, fechou acordos concedendo reajustes para diversas categorias de servidores públicos, determinou aumentos no bolsa-família e ampliou gastos no programa “Minha Casa, Minha Vida”, dentre outras medidas visando, pura e simplesmente, inviabilizar o governo de seu futuro sucessor – e comprometendo as contas públicas e o planejamento financeiro da União Federal (para não mencionar os servidores ocupantes de cargos em comissão que simplesmente apagaram bancos de dados inteiros antes da exoneração). Michel Temer, diferentemente do que esperava o PT, não cancelou tais determinações, e as incluiu no déficit do corrente ano, frustrando o plano da esquerda;

Barack Hussein Obama, para não descumprir a tradição de sua turma de chutar o pau da barraca na saída, a menos de três semanas de deixar a Casa Branca após uma derrota acachapante de seu partido, aprontou duas das suas em poucos dias, com o evidente intuito de dificultar a vida de Donald Trump na política internacional.

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Primeiro, os Estados Unidos abstiveram-se em uma resolução da ONU (a qual poderiam ter vetado) que condena os assentamentos israelenses em território em disputa com a Palestina. O entendimento ainda foi corroborado pelo secretário de Estado John Kerry em um tenebroso discurso, que provocou a ira do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, que anunciou que seguirá assentando israelenses na região.

Em entrevista concedida em 2014, ele havia declarado que “há pessoas que sugerem que simplesmente nos retiremos da Cisjordânia. Se fizermos isso, como saberemos que o que aconteceu em Gaza não acontecerá lá também? Em Gaza, nos retiramos em 2005, e o Irã e seus aliados penetraram lá. Em vez de ceder territórios em troca de paz, demos território e recebemos, basicamente, uma base de lançamento terrorista da qual 12 mil foguetes fabricados no Irã foram disparados sobre nossas cabeças pelo Hamas, aliado do Irã.” Ou seja, a questão vai muito além de uma simples delimitação de fronteiras: a própria sobrevivência do estado judaico está em xeque. Tal atitude dos “Democratas” somente joga mais lenha na fogueira do ódio dos palestinos contra Israel.

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E ontem, quando todos pensavam que Obama só iria empurrar com a barriga até 20/01/2017 (os incautos, ao menos), ele resolveu colocar 35 funcionários do governo russo em uma lista de persona non grata, com a exigência de sair dos EUA em 72 horas, sob a justificativa “election hacking” – ou seja, querendo incutir no imaginário coletivo americano a sensação de que a eleição foi fraudada, ao preço de causar um incidente internacional com um dos países mais poderosos do planeta – enquanto Trump, ao contrário, enquanto aguarda sua posse, procura, nos bastidores, restabelecer laços com Putin, sabedor de que “por onde não passam comerciantes, passam soldados”, como afirmava Bastiat.

Esta retaliação irresponsável é um caso típico de “mate o mensageiro da má notícia”, pois os e-mails desnudados que teriam comprometido o desempenho de Hillary Clinton revelaram suas relações promíscuas com ditaduras mundo afora, a quantidade absurda de dinheiro saudita que financiou a Fundação Clinton, dentre outros “segredinhos” do pessoal que tanto se preocupa com a escumalha (aham).

Resta cada vez mais claro que a Olavo de Carvalho e a Flavio Morgenstern assistia a razão, quando estes afirmavam que um conflito militar entre Rússia e Estados Unidos era uma possibilidade real em caso de vitória Democrata no pleito eleitoral de novembro – especialmente pela atuação desastrosa de Obama na Síria e nos demais levantes da “Primavera Árabe”, com direito a cessão de armas e recursos a grupos rebeldes compostos por radicais do estado islâmico.

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Ou seja, a queda da máscara de um esquerdista, quando a este não mais interessa manter o disfarce, pode causar abalos sísmicos em escala planetária. Eis porque eles não devem jamais galgar a tais postos políticos com tamanha influência, pois seu desapreço pela (verdadeira) democracia e pela alternância no poder geram situações como essa, especialmente em sua saída: chutar o pau da barraca torna-se um dever do “camarada”, ainda que redunde em severos prejuízos ao cidadão comum.

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