Petralhas Inglórios. Ou: Você vai tirar este uniforme depois da guerra?

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É uma das cenas mais emblemáticas do clássico Bastardos Inglórios, do inigualável Quentin Tarantino: o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) pergunta a um soldado alemão capturado por sua milícia o que ele vai fazer com seu uniforme nazista após a guerra; quando este responde que vai atear fogo à farda, os bastardos resolvem aplicar o método corriqueiramente por eles adotado nestes casos – qual seja, “tatuar” uma suástica à faca na testa do indivíduo, para que ele nunca possa negar seu passado e fazer-se passar por um cidadão comum. Em meio aos derradeiros eventos que redundarão na cassação do mandato de Dilma Rousseff, e na porvindoura e impositiva cassação do registro do Partido dos Trabalhadores (primo distante do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), convém analisar se medida correlata não deveria ser empregada em relação aos políticos que estão se despindo de sua roupagem Petista a partir das eleições municipais de 2016, a fim de descolar sua imagem da quadrilha que tomou de assalto e conduziu a economia brasileira (e os brasileiros) ao seu inferno astral.

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É claro que, para tal, não precisamos lançar mão de instrumentos cortantes, pois já será de grande valia ajudar a disseminar as características do discurso estatizante, coletivista, intervencionista, a fim de que todos os eleitores possam identificar propostas e concepções socialistas até mesmo nos mais declaradamente antipetistas dos candidatos. Examine os tópicos a seguir, e caso note que ele faz parte da agenda de algum político, saiba estar diante de um Lulopetista (ou pior) dissimulado, e lacre um adesivo imaginário de uma foice e um martelo cruzados em sua testa:

1 – O Estado deve regular/planejar a economia: Esta é uma vaca sagrada do populismo. O governo, impondo restrições à entrada de novos empreendedores em várias atividades econômicas (tais quais aviação e telefonia), cria reservas de mercado protegidas contra a livre concorrência, escolhendo, na prática, quem vai ficar rico, e quais agentes econômicos serão protegidos de outros produtores que “ousem” querer oferecer os mesmos bens com maior qualidade e a custos minorados. Mas se ainda assim persistirem na ousadia, quem sabe esses últimos possam passar a integrar o seleto clube, se, claro, forem “gratos” com os políticos benevolentes que lhes fizerem tal favor.

Como Frédéric Bastiat bem delineou, os consumidores almejam a abundância de produtos e serviços no mercado, posto que tal condição acarretará em redução de preços e elevação da qualidade, ao passo que os empresários ambicionam a miséria, ou seja, eles gostariam, no limite da interpretação da teoria do economista Francês, que somente os seus bens fossem ofertados no mercado, o que permitira majorar seus lucros (por meio do famigerado capitalismo de compadrio).

Ademais, quando o Estado concede empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado ou ainda desonera folhas de pagamento de segmentos empresariais escolhidos “a dedo” (quando não com interesses espúrios), parte-se do princípio que seus burocratas seriam seres “ungidos” pela máxima sabedoria, capazes de prever e encaminhar os rumos da economia local (processo conhecido como planificação), e ignorando por completo que as valorações subjetivas de compradores e vendedores no livre mercado são de tal sorte imprevisíveis que esta tarefa torna-se infactível para este seleto grupo de doutos funcionários públicos.

Portanto, se um candidato a prefeito defende, por exemplo, ainda que sob o pretexto do “interesse público” – palavra mágica predileta de 10 entre 10 políticos – que o Uber seja regulado (leia-se: imposição de tarifas e restrições a sua operação) ou manifesta-se contra a livre concorrência no transporte coletivo, parabéns: você caçou um candidato estatizante-mon. Capture-o e jogue-o na lata de lixo das eleições!

2 – O Estado é responsável por gerar empregos: Esta sandice até pode ganhar ares de verdade, caso signifique “sair da frente”, ou laissez faire. Isto é, se o governo quer contribuir para a formação de vagas no mercado de trabalho, pode começar não atrapalhando: reduzindo e simplificando a carga tributária, facilitando os procedimentos para abertura e fechamento de empresas, não deixando obras de infraestrutura paradas pelo caminho.

Mas é claro que muitos candidatos adotam a técnica de criar empregos por meio do gasto estatal, ainda que gerando, para tal, déficit fiscal – o que, no longo prazo, causará inflação e… desemprego! Eles fazem a alegria dos entusiastas do Keynesianismo e a desgraça da população que vai viver para ver o resultado.

Gerar empregos em empresas estatais? Claro, inchar o Estado em áreas nas quais a iniciativa privada poderia perfeitamente assumir é expediente muito aconselhável – se quisermos ampliar as possibilidades de conluio entre corruptos e corruptores, e estourar as contas públicas.

Portanto, se um candidato disser que, caso seja agraciado com seu voto, irá arranjar emprego para você (considerando, claro, que você não é um bajulador que pode ser nomeado para não fazer nada em cargos fantasmas) e toda sua família, desconfie: a chance de você precisar marca-lo na paleta como Petista é considerável.

3 – No meu mandato, haverá mais igualdade: Em Cuba e na Venezuela há bastante igualdade. Os Estados Unidos são um dos países mais desiguais do planeta. Quer dizer, não interessa (ou não deveria interessar) a distância entre quem está na base e no topo da pirâmide social. A pergunta correta a ser feita é: como estão as condições de vida de quem está na base? Caso sejam satisfatórias (ou seja, haja condições de viver dignamente para esta parcela da população), o objetivo estará sendo atingido por esta sociedade, independente se Ferraris acelerem ao lado de carros bem mais simples na rua. Aliás, normalmente, são justamente os investimentos do motorista da Ferrari que darão emprego para o proprietário do carro popular – isso, claro, se não estivermos falando de um país com taxas de juros tão altas que estimulem o indivíduo a viver da renda proveniente de aplicações financeiras, em vez de embrenhar-se na verdadeira selva de legislação e insegurança jurídica em que consiste abrir uma empresa no Brasil.

Ou seja, se você escutar este papo de redução da desigualdade, possivelmente ele terá sido emanado por um político de esquerda, daqueles que não fariam feio na tarefa de emular todos os procedimentos adotados por Lula e Dilma, e que levaram o Brasil à depressão econômica.

Obviamente, há muitas outras formas de distinguir Petistas que viraram a casaca ideológica (pero no mucho).  No mais das vezes, são ratos que abandonaram o barco ou, pior ainda, que se afastaram do PT por considerar que o partido encontrava-se, neste momento histórico, pouco à esquerda – acredite, eles existem. Localizá-los e identifica-los é missão primordial, caso não queiramos que os cúmplices de tanto sofrimento saiam impunes em suas carreiras políticas.

Quando da “pacificação” do morro do Alemão, em 2011, ficou famosa a cena em que traficantes fugiam do morro em disparada. Muitos se perguntaram na ocasião: para onde vão os meliantes? Converter-se à igreja evangélica e abandonar a vida de crimes? Pois é. A atual situação periclitante das favelas cariocas responde ao questionamento melhor do que qualquer sociólogo o teria feito. Da mesma forma, os Petistas que ora fazem questão de esconder a estrela vermelha e até de não utilizar o vermelho comunista característico da sigla em seu material de campanha, são mais do mesmo: apenas políticos velhacos que procuram tão somente fugir dos holofotes da opinião pública, a qual hoje, em sua esmagadora maioria, quer o fim do Lulopetismo.

Au revoir, Shoshanna. Digo, Dilma Rousseff! Quem viu o filme entendeu. Se ela pode também voltar para nos queimar vivos? Só se o brasileiro regredir muito nos oito anos de inabilitação para o serviço público que a Querida vai experimentar…

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EDITADO: E não é que ela pode voltar mesmo? O que o medo de encarar o Juiz Moro não faz, hein. E é claro que Eduardo Cunha também curtiu muito essa chicana jurídica. Pior para os gaúchos, que podem vir a amargar Luciana Genro na prefeitura de Porto Alegre e Dilma no Palácio do Piratini. Pense em uma tempestade perfeita nos pampas! Felizmente, ainda há esperança de que o STF anule esta decisão estapafúrdia patrocinada pelo PMDB e por Lewandowski, ou o próprio TSE ainda pode impor a perda de direitos políticos à PresidentA. Realmente, não dá pra cochilar um segundo com o PT…

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Museu Sem Partido? Ou: Abram o Olho com o Museu do Olho!

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Oscar Niemeyer nunca escondeu de ninguém sua (des)orientação ideológica: comunista de quatro costados, defensor de regimes homicidas, ateu militante, adepto da fantasia de que “não bastava criar uma cidade, era preciso mudar o sistema que apartava os trabalhadores de sua obra” (mais valia puro). Muito embora seja difícil de acreditar que ele não tenha cobrado nada para projetar a sede do Partido Comunista Francês, manteve sempre firme sua convicção de que o capital corrompe o ser humano. A todos aqueles que se sentiram órfãos com sua partida em 2012, anuncio boas novas: o museu que carrega seu nome, em Curitiba, parece ter resolvido, no mês de julho de 2016, encarnar o espírito do renomado arquiteto em suas exposições, exibindo obras carregadas de doutrina esquerdista. E não estou falando de mensagens subliminares, viu: é na cara dura mesmo!

Uma composição exposta no principal espaço do Museu do Olho ostenta o poema “Liberdade” do instrutor de terrorismo Carlos Marighella (liberdade e comunismo combinam tanto quanto fogo e água, por sinal); mais adiante, louva-se “La Revolución”; não muito longe, Stalin é enaltecido; a importância do desarmamento é preconizada alhures. E por aí vai: deferências a paladinos do comunismo espalham-se por todo canto, a ponto de não mais surpreender a partir da quinta galeria seguida encharcada de alusões à agenda “progressista”. Detalhe curioso: uma das mostras oferece ao público a oportunidade de conhecer algumas das obras apreendidas na Lavajato, que estão sob a guarda do museu até decisão definitiva da Justiça. Bem que Luiz Inácio poderia contribuir com seus companheiros do Paraná doando peças de seu acervo “particular”.

Stalin e Marighela

É claro que, neste cenário, a beleza, esta opressora fascista da feiura, (quase) não tem vez. Uma única exposição reproduz arte realista, com pinturas em óleo dignas de serem admiradas e penduradas em casa ou no escritório para contemplar todo dia. Pululam, por outro lado, telões onde uma bunda rebola sem parar, fotos com pessoas (nuas) pulando, um boné de “mano” dentro de uma cúpula, dentre outras “excentricidades” que estimulam o visitante a acelerar o passo na direção da saída. Mas isso tão somente atesta minha ignorância artística, obviamente. Onde já se viu exigir que a arte agrade a visão (ou outro sentido)? Vai que os artistas incapazes de criar beleza sintam-se ofendidos, não é mesmo? Aliás, dentre as obras abaixo, tente identificar a “reacionária”. É tarefa hercúlea, hein:

Boné pelados quadro

Sabem o que salvou o dia? O simpático “parcão”, localizado atrás do museu. Trata-se simplesmente de um extenso gramado onde cidadãos podem levar seus cachorros para passear, inclusive sem coleira. Eis o que mais chama a atenção: não há necessidade de intervenção estatal (guardas municipais) para compelir os donos dos animais a recolherem os respectivos dejetos ou controlarem seu ímpeto de morder estranhos. Todos se responsabilizam pelas atitudes de seus bichos, e ninguém precisa bradar que “deveria ter uma lei para disciplinar estes cães e seus donos negligentes”, o que demandaria, claro, mais tributos para criar e manter todo um sistema para tutelar tais interesses públicos. Cada um faz sua parte e a disciplina consciente dispensa qualquer espécie de monitoramento ou ingerência da administração pública, semelhante ao que ocorre nas “dog beaches” nos Estados Unidos. Irônico constatar tal situação ao lado de uma instituição vermelha da cabeça aos pés.

Parcão dogs

Mais irônico ainda é que, logo na saída, o visitante dá de cara com aquilo que permite ao ser humano realizar atividades lúdicas – como ir ao museu – em vez de levantar todo dia apenas para procurar comida (foi mal, Venezuela): as trocas voluntárias no (não tão livre) mercado, a cooperação mútua, o acúmulo de riqueza (poupança), o execrável capitalismo. Do que estou falando? Vários foods-trucks estacionados do outro lado da rua satisfazem as necessidades de consumidores, geram valor para a sociedade e aproximam pessoas que, em outras circunstâncias (como no comunismo), não veriam motivos para procurar agradar umas às outras. E mataram minha fome a um baixo custo, com certeza. Eis a incongruência ululante: a busca por maior produtividade – e lucros – levou ao desenvolvimento de novas tecnologias que economizam muito tempo das pessoas na atualidade, gerando mais tempo livre para atividades prazerosas, inclusive a produção artística.

Tenho certeza que a conjuntura constatada no Museu do Olho não é exclusividade deste. A contenda entre o governo federal provisório e grupos de artistas constantemente escolhidos pelo Estado para serem ricos (processo conhecido como Lei Rouanet e Lei do Audiovisual), deflagrada a partir de uma aventada fusão dos Ministérios da Cultura e da Educação, demonstrou com clareza o quanto estes sempre foram dependentes daquele. Não deve ser fácil mesmo inovar a cada instante, uma vez que, por melhor que seja a performance de um artista, ele precisa sempre renová-la, sob o risco de aborrecer o público e esvaziar seu bolso. Nada melhor, portanto, que pleitear que os pagadores de impostos assumam seus riscos, e ficar apenas com os louros – independente de seu trabalho redundar em sucesso ou fracasso.

Por falar na amálgama entre dinheiro “público” e arte, convém frisar que o Museu Oscar Niemeyer, muito embora mais pareça, por vezes, um diretório da UNE ou uma sala de reuniões da CUT, é gerido pelo estado do Paraná, por meio de delegação a uma organização social. Não creio que reste caracterizado o respeito aos princípios constitucionais da impessoalidade e da legalidade com a diretoria da instituição permitindo que certas exposições apresentem um viés tão à esquerda. Far-se-á necessário protocolar um projeto de Lei para o “museu sem partido”, tal qual Miguel Nagib foi levado a proceder em relação às escolas do Brasil? Se deixar neste ritmo, lá pelo final deste mês de agosto, estarão sendo penduradas faixas de “fora, Temer” e “fica, querida” no MON.

Mas nem tudo está perdido: logo na entrada do museu, há um mural para que os frequentadores possam desenhar a vontade, exercitando seus dotes artísticos. Praticamente uma ao lado da outra, surgem estas duas inscrições, sinal de que, desde 2013, como dizem as multidões convocadas às ruas para expulsar o PT da vida pública, “o povo acordou”:

Lenin e Dilma out

Cidade agraciada com um grande número de trabalhos de Oscar Niemeyer, Brasília, um desatino dispendioso, dispensável e faraônico de Juscelino Kubitschek , que só prestou-se, na prática, a afastar a política nacional da vida dos cidadãos comuns e concentrar decisões que afetam cada rincão do Brasil nas mãos de meia dúzia de “clarividentes”, teve na sua construção um marco importante na relação promíscua entre Estado e empreiteiras. Desde lá, políticos e “campeões nacionais” escolhidos a dedo deitam e rolam no Tesouro Nacional. Felizmente, na mesma cidade onde está localizado o museu em comento, trabalha (e como trabalha) um Juiz Federal que vem ajudando a domar a corrupção desenfreada, para dissabor de determinados biltres estatizantes. E à medida que a população brasileira for deixando de ser idiota útil – assim espero – não haverá mais espaço para a cultura do Estado como o Deus que tudo resolve, desde que entreguemos a ele mais de metade do que produzimos e lhe autorizemos a tomar todas as decisões em nosso lugar.

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Não dá para chegar ao cume sem o esforço da escalada

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Artigo pubicado no portal VOLTEMOSADIREITA.COM:

Os efeitos danosos de treze anos de PT ainda não são totalmente mensuráveis. À luz da história, sabemos que o tamanho do rombo só será esclarecido às próximas gerações.

É notório que o blecaute iminente provocado pela má gestão petista há de atingir não apenas o setor elétrico. Há escuridão intelectual, econômica e cultural. Como disse o senador Cristovam Buarque, o PT “corrompeu mais do que a politica. Corrompeu a inteligência e o caráter”.

É isso! A sistemática louvação da incultura, a desvalorização das autoridades e o enfraquecimento da educação deixarão marcas indeléveis numa nação que muitas vezes confunde vícios com virtudes.

Reverter o que está sendo gerado no Brasil demandará tempo e paciência. Desimplantar da cabeça das pessoas que é impossível chegar ao cume sem o esforço da escalada exigirá mais do que boa vontade.

Desfazer o feitiço esquerdista é imperioso, não importa quão impopular. É preciso trazer a realidade de novo à baila. O assistencialismo comprador de votos ultrapassou o esqueminha “dar o peixe ao invés de ensinar a pescar”, mas sim, prometeu cardumes ilimitados a quem não ambicionasse mais do que um salariozinho mantenedor da mais frugal sobrevivência.

Reeducar as pessoas para que se desentoquem de debaixo da saia do Estado-babá e batalhem a vida será uma tarefa gradual e inglória. Quem fechar a torneira receberá a pecha de vilão no instante, entretanto, contará certamente com a absolvição da história.

Acabo de ler Duma Key de Stephen King, uma história de superação. Um empreiteiro bem sucedido sofre um acidente em que perde um dos braços. Enfrenta momentos de angústia, dor e depressão, mas se redescobre ao permitir-se dar vazão a uma velha paixão: a pintura.

O entorno sobrenatural com que King adorna a história beira a irrelevância, e está lá porque é o ganha-pão do autor. O marcante nela, contudo, é a capacidade que o ser humano tem de se erguer ante as mais penosas adversidades e, com empenho e disposição, transpor as barreiras que lhe foram impostas.

Há muitos casos reais, que costumam ser explorados durante os jogos paralímpicos, de pessoas que superam limitações e não aceitam a imposição de coitadismo.

Histórias de superação são sempre belas porque não apelam a coletivismos baratos e chororôs politicamente corretos. São meritocracia pura, força de vontade, transpiração.

A esquerda cria vítimas para depois fingir que irá salvá-las. E acha que seus petrolões e mensalões se justificam perante os pobres.

Suas vítimas de estimação.

Não dá para chegar ao cume sem o esforço da escalada. Reensinar esta verdade é uma das mais prementes necessidades do Brasil.

Por Renan Alves da Cruz

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A Esquerda e sua Mania de massagear Bandido. Ou: Agora é a vez dos “pobres” Pedófilos!

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Não foi tarefa nada aprazível, mas eu precisava ver para crer no que a manchete anunciara: o programa “Profissão Repórter” de 27/07, exibido pela rede de TV mais “progressista” destipaíz, faria eco a um discurso recorrente da Esquerda segundo o qual pedófilos seriam pessoas desafortunadas, compelidas a acabarem com a vida de crianças e família inteiras, por serem acometidas por uma patologia – comparável a uma disfunção hormonal qualquer. “Transtorno da sexualidade” foi a denominação conferida pela reportagem a esse “distúrbio” que converte verdadeiros facínoras em pessoas meramente desorientadas que carecem de terapia (segundo consta, tal tratamento seria mais eficaz do que a injeção letal. Há controvérsias).

Segundo um dos jornalistas, decidiu-se que era necessário mostrar a questão da pedofilia por um “outro ângulo” (para que enfatizar apenas as vidas dilaceradas das vítimas, não é?), a partir do qual seria possível entender o sofrimento dos criminosos que sentem “um desejo incontrolável” de praticar sexo com jovens impúberes – ainda que se faça necessário, vez por outra, ameaça-los com um facão. “Pedofilia é uma doença devastadora”, conforme declara um especialista da Faculdade de Medicina do ABC entrevistado (são atendidos, em média, 50 “pacientes” por mês nesta instituição, ávidos por uma evasiva para sua perversidade). O douto profissional da saúde também assevera que a prisão destes bandidos não irá solucionar o problema.

Adotando-se a linha de raciocínio do tolerante rapaz (cuja clemência parece não alcançar as crianças perpetuamente traumatizadas), segundo a qual detenção e reclusão prestar-se-iam tão somente a buscar a recuperação e a decorrente reintegração do delinquente ao convívio social, torna-se forçoso concordar integralmente com sua afirmação.

O que ele ignora, todavia (ou simplesmente desvia o olhar), é que a punição de infratores visa, sobretudo, impedir a propagação da sensação de impunidade – o real fato gerador de tantos delitos em nosso país. Na própria reportagem, é mencionado o caso em que um pedófilo que possuía centenas de vídeos de sexo com crianças em seu computador ficou menos de um ano preso. Pior: o próprio meliante declara que a pior parte foi sair da cadeia (onde foi mantido sem contato com os demais encarcerados, tamanha a repulsa que até mesmo outros criminosos nutrem por tais libertinos). Ou seja, fica difícil acreditar que alguém deixará de cometer tal crime apenas por receio de eventuais sanções estatais.

Nesse contexto, chama a atenção que o projeto de lei que propugna a castração química para abusadores tenha sido protocolado por um Deputado Federal que responde por incitação ao estupro no STF, ao passo que a suposta vítima de sua conduta indevida no Congresso Nacional tem pautado sua atuação política pela defesa dos interesses de bandidos – especialmente se forem menores de 18 anos ou forem oriundos de comunidades carentes.

O especialista supracitado segue com suas considerações dizendo que, dentre as possíveis causas do “transtorno” pedófilo, estariam abusos sofridos na infância pelo abusador e o “aprendizado precoce inadequado sobre sexualidade” – tudo no campo da hipótese, sem nenhuma comprovação científica. Em relação a primeira suposição, acredito que todas as pessoas que já sofreram abusos e não viraram abusadores mereceriam um pedido público de desculpas do reitor da Faculdade (semelhante àquele que deveria ser encaminhado a todos os pobres que não entram para o tráfico e desmantelam, assim, muitas teses esquerdistas).

Já no tocante a segunda, sou obrigado a subscrevê-la: de fato, a exposição extemporânea de nossas crianças ao sexo, privando-lhes de parte da infância e sua inocência inerente, não pode estar trazendo benefícios. E quando o próprio Estado patrocina essa estimulação sexual intempestiva, por meio de livros didáticos eivados de ideologia de gênero e deturpações afins, fica difícil imaginar este cenário mudando.

Será mesmo que educação sexual precisa ser tão prioritária no currículo das escolas? Não seria mais apropriado providenciar que médicos ou enfermeiros ministrassem aulas esporádicas sobre o tema, a partir dos doze anos, e deixar todo o restante do diálogo ao encargo dos pais? É sabido que muitos deles gostam de terceirizar essa responsabilidade, mas essa é uma função indelegável, da qual os genitores não podem desincumbir-se. Aí revela-se a importância da adoção de crianças órfãs, e a necessidade de que o Estado desburocratize os procedimentos necessários.

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E tudo só piora quando consideramos que há na Câmara dos Deputados, inclusive, um projeto de lei federal cujo objetivo é permitir que crianças de doze anos possam ser submetidas a cirurgias de mudança de sexo prescindindo, até mesmo, do consentimento dos pais. Pais esses, aliás, que vêm sendo tolhidos de sua prerrogativa de transmitir valores morais para seus filhos, com o Estado assumindo esse papel – e causando um estrago danado.

Minha Família Minhas Regras

Agora vejamos o argumento trazido à baila pelo programa: seus produtores alegam, basicamente, que os pedófilos sofrem de uma perturbação que os faz sentir desejo sexual por crianças, que muitos deles ressentem-se desta “doença”, e que lamentam por terem cometido abusos. Aqui reside o busílis: a cultura apregoada pela mídia na atualidade favorece que os indivíduos sigam plenamente seus instintos, sob o pressuposto de que a moral e os bons costumes são imposições da burguesia hipócrita. “É proibido proibir” e “Vamos nos permitir” viram mantras que permeiam novelas, filmes e seriados. Refrear os instintos diante de uma análise fria e racional torna-se, neste contexto, atitude tida como reacionária.

Trocando em miúdos: se o elemento sente vontade de fazer sexo com uma criança, que tal não fazer? Seja por medo de apodrecer na cadeia ou ter sua vida abreviada no corredor da morte, seja por uma questão de consciência do indivíduo, ele poderia conviver com esse desejo sem nunca consumá-lo – isso, claro, se não fosse encorajado a todo instante a seguir em frente e realizar todas as suas fantasias (inclusive as mais cruéis).

O Conservadorismo e a família tradicional são torpedeados repetidamente desde a revolução cultural dos anos 1960, especialmente em discussões acadêmicas. Não se leva em conta, por certo, que justamente o fato de ser criado fora de uma família estruturada contribui para que crimes deste gênero (e outros) ocorram. Apenas como referência, mais de 72% dos negros norte-americanos nascem de mães solteiras, fora do casamento; de 1976 a 2005, os negros foram responsáveis por 52% de todos os assassinatos cometidos naquele país, apesar de corresponderem a somente 13% da população americana. Já no Brasil, 2 em cada 3 menores que cometem crimes não têm o pai em casa: apenas 34% deles vivem com o progenitor na mesma residência, conjuntura que sonega de todos os demais a necessária referência paterna.

Ou seja, há uma relação estreita entre ser privado da educação e da disciplina normalmente proporcionados por uma criação que estabeleça limites e determine fronteiras que não podem ser ultrapassadas, e a perpetração de violações penais. Isto é, abrir mão da “arcaica” instrução fornecida pelos pais, substituindo-a por libertinagem, representa um retrocesso a estágios pré-civilizatórios da humanidade, onde estuprar crianças nem era nada demais mesmo.  Vale perguntar: será que aqueles que vociferam contra a famigerada “cultura do estupro” não estão clamando, inconscientemente, por mais respeito às regras de convivência em sociedade? Por mais moral?

Ressalte-se que o referido programa conta com repórteres recém-egressos na carreira, e que representam a nova geração do jornalismo brasileiro. Pode-se constatar que a fábrica de adeptos do marxismo cultural implantada em todos os departamentos de Humanas e Sociais das universidades está funcionando a pleno vapor, portanto – e que teremos décadas de matérias deste naipe pela frente, relativizando até mesmo a culpa de estupradores!

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