Seu vestido tem menos pano que o meu lenço? Que Lindo, Amor!

Vejam só que mimo o “experimento social” conduzido por esta empoderadX revista, visando desentocar homens que, em pleno 2017, ainda querem controlar a roupa (ou a falta de) das mulheres:

http://vogue.globo.com/moda/gente/noticia/2017/01/teste-do-vestido-e-usado-para-descobrir-comportamento-machista.html

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@realDonaldTrump e o Twitter da Discórdia

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Esta semana ficou marcada na política americana como aquela na qual a mídia mainstream deixou de rodeios e partiu para o ataque abaixo da linha da cintura contra Donald Trump, tal qual animal acuado contra a parede. Alexandre Borges proferiu uma verdadeira aula sobre o tema em seu canal no Youtube, mas eu gostaria de chamar a atenção para um fator pouco aludido nesta peleja sem precedentes, e que, a meu ver, funciona como um potencializador da cólera da imprensa contra o presidente da América: o seu deveras movimentado perfil no Twitter.

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Tão logo Trump venceu a eleição e continuou a tuitar, jornalistas já exclamaram que seria inapropriado o chefe da Casa Branca seguir utilizando a ferramenta virtual após ser empossado no cargo. Mas as verdadeiras motivações por trás de tal objeção residem, efetivamente, no despreparo dos veículos de comunicação tradicionais para enfrentar um político armado de um meio de difusão de informação sobre o qual eles não têm (ainda, e não por falta de vontade) nenhum controle ou capacidade de manipulação. Vejamos, pois, as duas principais ameaças que o Twitter de Trump representa aos repórteres da Clinton News Network e demais apaniguadas:

1) Trump costuma “furar” a mídia por meio de seu perfil: A Carrier desistiu de transferir uma de suas instalações para o México e manteve 1000 empregos nos Estados Unidos? Você soube primeiro pelo @realDonaldTrump. A Fiat Chrysler anunciou o investimento de US$1 bilhão em Michigan e Ohio? Notícia exclusiva da rede social do presidente. Trump resolveu passar um pito nos chineses por roubarem um drone americano? Seu Twitter existe para isso mesmo, oras. E por aí vai.

A mídia estava habituada, desde sempre, a ser informada a respeito de toda e qualquer ação governamental (os chamados releases), e ela, então, divulgar tudo em primeira mão. Não mais, aparentemente. Trump tira da imprensa uma parcela significativa de sua audiência com este expediente. O procedimento padrão, de transmitir aos jornais e redes de televisão qualquer nova intenção da maior autoridade estatal, bem como suas opiniões e posicionamentos a respeito de eventos ocorridos mundo afora, através de seu assessor de imprensa, para que, somente então, o grande público viesse a tomar conhecimento, parece ter ficado no passado. E perder esta reserva do mercado de mídia é algo extremamente grave para os cofres destas empresas.

Se os programas de governo forem anunciados todos por meio de seu perfil, vai ter muito diretor de redação arrancando os cabelos pela perda do público cativo. Também pudera: os tweets de Trump chegam a contabilizar centenas de milhares de RTs. Pense no alcance disso: é suficiente pra rodar o país inteiro e ainda sobra troco.

Aliás, ele poderia, com base na significativa disseminação de seus posts, extrapolar sua produção na grande rede e não mais pagar pela propaganda oficial do governo. Se sua equipe produzir um belo website, com vídeos e artigos, e usar o twitter para fazê-lo chegar ao povo americano, estará sendo dada publicidade às medidas adotadas pelo presidente sem gastar um centavo. Para que convocar coletivas, se ele pode gravar um pronunciamento e reproduzir online? Ou ainda fazê-lo ao vivo, caso prefira? Para que convocar rede nacional de televisão e rádio, se ele pode convocar seus quase vinte milhões de seguidores a passarem adiante sua mensagem?

Mais eficiência no manejo com o dinheiro do pagador de impostos do que isso é difícil imaginar – mas não surpreende, uma vez que Trump conseguiu a vitória no pleito eleitoral gastando em torno de ¼ do que dispendeu o partido Democrata – e tome “doações” de George Soros e petrodólares sauditas para os “defensores dos pobres”. Mas essa economia de recursos públicos seria um baque (merecido) na liquidez de muitos grupos poderosos de comunicação daquele país.

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2) Trump, como se um bom boxeador fosse, não deixa golpe sem resposta imediata: Não importa se foi Maryl Streep “lacrando” na cerimônia do Globo de Ouro, ou se foi o “bombástico” dossiê divulgado pela Buzznews, ou se números falaciosos a respeito do Obamacare vem à tona, ou se fatos distorcidos são noticiados, a reação de Trump é a mesma: em poucos minutos, o contragolpe vem a galope pelas raias da fibra ótica. 

Nada de notinhas comportadas (e do lar) como Michel Temer gosta de emitir, ou proferir respostas insosas ao estilo jogador de futebol, ou fazer cara de paisagem e ignorar a ofensa. Nada disso. Trump vai na jugular, e usando seu poderoso canhão de bytes. Deixar a mídia fazer lavagem cerebral em seus eleitores? De jeito nenhum.  Trump sempre faz questão de mostrar o outro lado (não enviesado à esquerda) das repetidas difamações contra sua imagem. E para Donald, a melhor defesa é o ataque. Vento que venta lá, venta cá.

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A mídia ainda não se deu conta de que o sinal dos tempos já raiou no horizonte, e o seu cartel do broadcast político foi para o brejo junto com o advento da Internet. O “Uber” da imprensa chegou, e não vai ter Fernando Haddad para salvá-la – muito embora, com este papo de fakenews e a tentativa de censura de material produzido por comunicadores independentes, fique claro que eles bem que gostariam de calar estes profissionais. Eles foram a causa de sua derrota em oito de novembro, e eles mesmos continuarão ajudando Trump a desmascarar charlatões até 2020. Avante com 140 caracteres, mister president! Que  João Dória e Marchezan Jr copiem sua ideia descaradamente…

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Funcionário Público Liberal: Pode isso, Arnaldo?

Recebi o seguinte questionamento de um leitor do website do Instituto Mises Brasil (IMB):

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Comecemos pelo princípio: O liberalismo clássico professa que, em uma determinada sociedade, o mercado deve desempenhar papel preponderante sobre o Estado – e não o contrário, como ora ocorre em nosso país. Com os partidários de tal linha de pensamento eu procuro ombrear esforços na dura empreitada de mudar a mentalidade assistencialista de nosso povo – muito embora minha orientação seja mais condizente com o conservadorismo, o qual também postula um governo enxuto, mas não se fia em mudanças repentinas e abruptas, e preconiza o respeito (e não o engessamento, bom que se diga) aos valores e às tradições transmitidos por gerações anteriores.

Libertários e anarcocapitalistas, a seu turno, creem que a ordem espontânea e a livre transação entre os indivíduos são suficientes para produzir todo e qualquer bem demandado pelas pessoas – o que, portanto, dispensaria por completo a existência do Estado (inclusive suas forças armadas, polícias, Judiciário, e tudo o mais). Em relação a esses liberais, reconheço a importância de seu discurso na medida em que ele desloca vigorosamente o debate político para a direita, tal qual faz o PC do B, por exemplo, para o lado esquerdo. E só. Seus argumentos são muito bons, mas seus pontos de vista mais extremados, a meu ver, não resistem à aplicação prática (esse tema dá muito pano para manga, e, por isso, limito-me aqui a simplesmente discordar dos adeptos destas correntes, sem tecer maiores considerações). Basicamente, não compartilho da convicção de que “imposto é roubo” – mas que imposto demais é imoral, isso é.

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Assim não fosse meu posicionamento, e meu blog não teria como epíteto “½ liberal, ½ conservador e 0/0 esquerda”.  Ou seja, receber honorários provenientes de impostos e fazer parte do quadro de empregados estatal não costuma tirar meu sono, a não ser por uma diversa gama de fatores que passo a enumerar, e por conta de seus desdobramentos, aí sim, muitos brasileiros, com certeza, passam noites em claro – o que, por sinal, motiva-me a redigir um artigo madrugada adentro, como hoje, por exemplo. Quem sabe mais funcionários públicos se condoem com tal empenho e sofrem uma epifania, pois não?

A garantia do cumprimento de contratos firmados livremente entre duas ou mais partes, bem como o direito de propriedade, é sagrada para os liberais. É, pois, a segurança jurídica que permite que pessoas poupem para investir no longo prazo. E uma das facetas desta indispensável condição para o desenvolvimento econômico de uma nação é, justamente, a correta observação das cláusulas dos contratos de trabalho acordados entre empregados e empregadores. O trabalhador entrega seu tempo e energia em prol de um empreendimento confiando que receberá, em retorno, uma contraprestação, pecuniária ou na forma de utilidades em geral, previamente ajustada, verbalmente ou por escrito, com o empreendedor – e, em função de tal, assume compromissos financeiros e planeja suas contas.  Caso assim não ocorra, podemos estar diante de uma fraude.

Se João aceitou trabalhar 44 horas semanais por R$2.000 mensais, mas precisa laborar além desta jornada regular de forma habitual, sem por esta prorrogação de horário ser remunerado, e sendo impedido até mesmo de registrar tal fato em seu controle de ponto, temos uma fraude contratual constatada.

Se todas as faturas de Pedro vencem no dia dez de cada mês, mas ele recebe seu salário apenas no dia vinte há tempos, e, ainda por cima, é instado a declarar, em seu comprovante de pagamento de salário, que sua remuneração foi quitada na data correta, temos uma fraude contratual constatada.

Acreditem, tais situações são extremamente comuns nas relações laborais no Brasil. Foram apenas dois exemplos bem corriqueiros, mas que fique claro que, sem a polícia administrativa para vigiar o cumprimento desses contratos de trabalho (inclusive em ações fiscais deflagradas por solicitação dos próprios contratados prejudicados), inúmeros Pedros e Joãos irão arcar, eles mesmos, com a conta do risco da atividade empresarial, e acabarão por abarrotar, tão logo sejam desligados de suas respectivas empresas, as salas de audiência da Justiça do Trabalho. É claro que, constantemente, o judiciário trabalhista puxa demais a brasa para o lado dos reclamantes, e a inspeção do trabalho idem, mas a polícia judiciária (Civil, PM  e Federal) também comete excessos por vezes, e nem por isso deixa de ser necessária.

Em algum momento, o contratante que frustrou as expectativas do contratado precisa responder por sua intrujice, indenizando a parte lesada. Ou isso, ou estamos na casa da mãe Joana – o que não condiz com os preceitos liberais de forma alguma. Se alguém vende gato por lebre, desrespeita o direito de propriedade, atentando contra o que foi previamente pactuado, e gerando instabilidade generalizada. Não por acaso, todos os países signatários da convenção nº 81 da Organização Internacional do Trabalho mantém em seus quadros funcionais inspetores do trabalho – e, neste rol, figuram nações notórias por sua liberdade econômica, como Singapura e Hong Kong.

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É claro que, com elevada frequência (no momento que atravessamos, inclusive), os empregadores não logram cumprir os contratos firmados com seus empregados porque o estado em que se encontra nossa economia os estrangulou de tal forma que não lhes resta alternativa. Em tempos de bust após o aquecimento forçado dos índices econômicos durante anos a fio, sob o jugo de governos “desenvolvimentistas” e seus entusiastas da Keynesianismo, não pagar o 13º salário ou deixar de efetuar os recolhimentos devidos ao FGTS virou lugar comum – não por menoscabo dos empresários, mas sim porque uma parcela significativa deles está tentando, a duras penas, manter ativas suas companhias.

Certamente nem todos logram sucesso em seus esforços de reestabelecimento, e muitos precisam, pois, enxugar sua folha de pagamentos – fato facilmente observável no ofício deste escriba, e que, em larga medida, o forçou a observar esta conjuntura pelo ângulo liberal. Quando a realidade fala, as ideologias de esquerda abaixam as orelhas, já diz o provérbio.

E eis porque acredito que seria benéfico que a livre negociação entre entidades representativas patronais e dos trabalhadores pudesse prevalecer sobre a legislação pátria, principalmente no intuito de reduzir o desemprego e proporcionar uma menor incidência de inadimplemento de contratos de trabalho, tal como acima referido. Muito se fala em garantir direitos conquistados e evitar retrocessos, mas a melhora sustentável das condições de trabalho no Brasil somente se dará a partir do incremento da produtividade nacional.

Senão vejamos: se o trabalhador alemão labora, em média, 1.378 horas por ano, ao passo que seu congênere brasileiro trabalha em média 1.723 horas anuais, é porque na Alemanha um trabalhador produz US$61,5 por hora de trabalho, enquanto Brasil seu correspondente produz US$16,4 no mesmo lapso temporal, ou seja, a produtividade do Fritz é 3,75 superior a do Pedro e do João, possibilitando ao germânico mais lazer e qualidade de vida – e, claro, uma renda per capita bem superior.

Mas tal discrepância não se deve unicamente a fatores ligados ao trabalhador (como educação e qualificação profissional), mas está, outrossim, intimamente ligada à evolução dos bens de capital (máquinas e demais meios de produção e logística) disponibilizados pelo empregador – o que influencia, inclusive, nos níveis de segurança e saúde nos postos de trabalho.  E enquanto nosso desenvolvimento econômico seguir atravancado por leis com as quais nem mesmo países já desenvolvidos podem se dar ao luxo de contar, dentre outros obstáculos ao empreendedorismo, vai ficar difícil imaginar esta evolução ocorrendo.

Alguém pode estar, eventualmente, perguntando-se por que Pedro e João simplesmente não pediram demissão, já que estavam descontentes com os reais termos de seus contratos laborais. Ora, porque o número de pessoas ofertando a própria mão de obra no mercado de trabalho, em relação à correspondente demanda, costuma ser muito desfavorável a quem está distribuindo currículos, pelo motivo de sempre: empreender no Brasil é uma verdadeira aventura por uma selva de regulações e burocracias desnecessárias para abrir, fechar e manter o estabelecimento funcionando; juros altos; pesada e complexa carga tributária; intervencionismo estatal desmesurado, e por aí vai.

Se, portanto, desejamos que Pedro e João possam pleitear disposições contratuais mais favoráveis, é necessário possibilitar que exista um cenário onde várias empresas demandam sua mão de obra. Caso contrário, eles serão apenas mais dois em meio a tantos milhões de desempregados e subempregados, e precisarão aderir a quaisquer condições impostas pelo empregador – é isso ou ficar sem dinheiro algum no bolso. Esta é a realidade, por sinal, dos trabalhadores que se submetem a condições degradantes, quase sub-humanas, nos rincões do Brasil: dividir a cocheira com o cavalo ou comer alimento de procedência duvidosa é refresco perto de ficar sem sustento. Se há alguém explorando, é porque existe outro alguém que acha que ser explorado é melhor do que a inanição.

Neste caso, focar apenas no “vigiar e punir” constitui, em verdade, enxugar gelo – assertiva fartamente comprovada pelo alto número de trabalhadores que, depois de resgatados des condições precárias de vivência, retornam, em pouco tempo, ao mesmo local pedindo emprego novamente. Se não tem tu, vai tu mesmo, diz a sabedoria popular. De pouco adianta todo o aparato estatal para salvaguardar a dignidade dos indivíduos no ambiente de trabalho se eles não puderem ter trabalho. Interessante notar que “progressistas” costumam apregoar que o foco no combate à criminalidade não deve ser feito com viés punitivo, e sim focado na prevenção, mas o mesmo, aparentemente, não se aplica às relações laborais. Não por acaso, os índices de trabalho infantil, sem registro e em condições análogas à escravidão nas regiões Sul e Sudeste são menores do que os verificados nos restante do país – e isto não é uma coincidência.

E é com esperanças de que mudanças nesta conjuntura venham a acontecer que procuro engendrar esforços junto aos demais correligionários do liberalismo. Enquanto elas não vem, não resta muito mais a fazer, pois os atos administrativos são, em sua maioria, vinculados, ou seja, devem ser praticados diante de determinadas situações fáticas, independente da vontade do agente público. É como um policial que, ao constatar que um homicídio foi cometido por um bandido de 16 anos, gostaria muito, motivado por suas crenças, de encarcerá-lo, mas, diante do ordenamento pátrio, deve apenas limitar-se a apreendê-lo, para que seja submetido a medidas “socioeducativas”.

Tal qual o renomado sargento Fahur, que usa sua mídia social para convencer as autoridades da necessidade de endurecer a legislação penal, ou como a professora Paula Marisa, que usa seu canal no Youtube para mostrar como a Educação no Brasil está deseducando nossos filhos, ou ainda como Sergio Renato de Mello, Defensor Público que empresta seu conhecimento e sua visão de mundo ao Instituto Liberal, estamos todos no mesmo barco: queremos promover mudanças, mas elas não virão (diretamente) por nossas mãos. O máximo que podemos fazer é subsidiar com informações aqueles que detém, de fato, tal poder: o povo.

Não se trata, portanto, de pessoas incoerentes ou ingratas com o ganha-pão, mas sim de indivíduos que querem fazer seu trabalho de forma mais benéfica para a população. Contraditório, sim, é socialista de Iphone, aluno de Humanas criticando o livre mercado ou padre de igreja católica sentando o malho no conservadorismo. Estes mereceriam a internação compulsória.

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Não sei se foi a intenção do leitor inquiridor, mas talvez ele deva se perguntar porque não pedimos exoneração de nossos cargos e vamos trabalhar na iniciativa privada. Bom, convém começar ressaltando que, conforme é sabido, a ascensão das bandeiras liberais e conservadoras é um fenômeno extremamente recente em nosso país. Como bem explica Bruno Garshagen em sua obra “Pare de acreditar no governo”, a tradição populista brasileira remonta o período do descobrimento. Daí que um funcionário público que, em idade avançada, após uma vida inteira sem interessar-me muito em política, descobre, do dia para a noite, que estava andando na direção errada, não tem como consertar a trajetória com uma guinada brusca – não, ao menos, sem prejudicar aqueles que dele dependem financeiramente.

Gerações consecutivas inteiras de brasileiros viram no Estado a solução para seus problemas – não por preguiça, mas por força das circunstâncias. Se meu pai, após décadas de labuta como motorista de caminhão, ao observar-me com 18 anos, apenas um curso técnico nas mãos e muita dificuldade de trabalhar, aconselhou-me a prestar concurso para sargento da FAB, não foi por malandragem, mas sim porque, desde sempre, o setor privado está aos frangalhos – experimentando raros intervalos de crescimento artificial, que cobram a conta ali na frente. E qual pai, diante deste “dilema”, não vai preferir que o filho navegue por mares mais tranquilos que aqueles por ele enfrentados?

Posso garantir que muitas pessoas que passaram por ciclos semelhantes e hoje são funcionários públicos querem dar sua contribuição para que o país se livre da praga do esquerdismo – alguns, inclusive, já fizeram contato comigo, tanto para parabenizar-me como para indagar como poderiam ajudar. Bom, não vai ser pedindo demissão para lhes “aliviar a consciência”, isso é possível dizer com certeza – até porque, agindo desta forma, sobrariam apenas esquerdistas na administração pública. Aí veríamos o tamanho do estrago.

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Mas é de se indagar: seriam estes funcionários públicos liberais “masoquistas”, autoflageladores? Estariam cavando a cova de suas categorias profissionais ao abraçarem este ideário? Sim e não. É provável e natural que, com o avanço do liberalismo econômico, mais dinheiro circule na iniciativa privada, em detrimento do setor público. Com isso, restará impossível manter a realidade atual, na qual a média salarial do primeiro anda bem mais baixa que a do segundo – para não mencionar uma extensa gama de privilégios adicionais.

Todavia, ninguém vive em uma bolha. A partir deste momento, será possível sonhar com menos desemprego, inflação e juros mais baixos, menos violência urbana; enfim, o mundo a nossa volta poderá estar muito melhor – tal qual sucedeu-se recentemente em países como Irlanda e Nova Zelândia, que investiram nesta fórmula. Pode ser que para aqueles que trabalham para o Estado melhore menos, mas para quem, em princípio, não está sujeito às oscilações do mercado, acho que não dá para reclamar.

Ou seja, este suposto temor de sofrer prejuízos no curto prazo é compensado (e muito) pela fé no avanço de todos os índices de desenvolvimento humano do país. Para melhor visualizar a cena, basta comparar a vida de um funcionário de alto escalão do governo venezuelano com as condições do mais subalterno dos funcionários de Nova York: quem será que está melhor na fita?

Ademais, os funcionários públicos de diversos estados e municípios do Brasil já aprenderam, da pior forma possível, que a crise econômica pode até demorar mais para bater sua porta, mas ela, fatalmente, acaba chegando e derrubando a casa – gaúchos, cariocas e mineiros que o digam. E para esta onda chegar à União Federal, pode até demorar mais (já que esta concentra 70% dos tributos arrecadados no país e, claro, pode imprimir dinheiro e contrair empréstimos com o setor privado), mas água mole em pedra dura…

Mas para quem ainda acredita que a resposta para o título deste artigo é não, faço outro questionamento: vão desprezar esta ajuda na busca por um Brasil menos focado no governo? Tudo bem então, mas vou precisar dizer que você, provavelmente, está mais preocupado em discursar bonito do que com os resultados efetivos advindos de sua ideologia. Sinto ter causado um bug em seu sistema operacional e não ter corroborado com sua ladainha de que “funcionário público é tudo corporativista de esquerda”.

Eu quero é ver João e Pedro felizes, pois da felicidade deles depende a minha também – somos todos parte de vários organismos vivos, os quais precisamos integrar durante nossas existências. Não há como o coração seguir batendo se o fígado fraquejar.  Não pense que não há, por motivos muito semelhantes, funcionários públicos americanos que apoiam o partido Republicano. E acho pouco provável que seu voto e suporte seja dispensado pelo GOP.

Antes de fazer este julgamento, sugiro, ainda, o seguinte exercício de imaginação: a sua frente está a família da qual você é arrimo, a sua direita um cargo público, e a esquerda o desemprego herdado da era lulopetista. Vai deixar sua família na pior para defender, com unhas e dentes, suas ideias? Até mesmo Friedrich Hayek trabalhou – e por muito tempo – para o setor público, conforme declara Nicholas Wapshott. Alguém aí pensando em rasgar sua cópia de “Caminho da Servidão”?

Ah, você ainda não trabalha nem tem família pra sustentar…então deixa pra lá.

Não sou maluco, nem metido a bonzinho, nem ingrato, nem incoerente. Só quero que o país melhore, ainda que melhore menos para funcionários públicos, e mais para o João e o Pedro. E sei que não posso fazer isso apenas com meu trabalho – ao menos, não de forma duradoura. E se algum libertário partidário da opinião de que mesmo este serviço deveria ser feito apenas por particulares – como já ocorre com empresas certificadoras de ISO, por exemplo – estiver lendo, eu espero que, se algum dia isso se tornar realidade, possamos trabalhar juntos, ajudando a promover uma vida mais digna a pessoas simples e humildes.

Ganhando dinheiro em troca, claro (bitcoin, possivelmente). Aliás, esta é uma boa ocasião para uma dica: parem de chamar seus empregados de colaboradores. É um eufemismo tão ridículo quanto chamar pagador de impostos de contribuinte. As pessoas trabalham em busca da subsistência e do devido reconhecimento, e colaboram voluntariamente com amigos e parentes, vez por outra. Colaborador sou eu agora, escrevendo isso tudo sem ganhar um tostão em troca. Mas ainda assim acho que vale a pena. Pela mesma lógica, Servidor público é patético também; é funcionário e pronto!

PS: a imensa maioria dos meus colegas é de esquerda, sim, e respeito muito seus posicionamentos e seu trabalho. Não é tarefa fácil desintoxicar-se do marxismo cultural, e atacá-los não resolverá o problema – até porque eles já estão sendo atacados até por um velho ídolo…

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Ué, o Problema não era a Gestão Privada do Presídio? Ou: olha a Terceirização! É Mentira!!

– Vamos pintar esta parede de azul.

– Acho melhor pintar de vermelho.

– Não, azul vai ficar bem melhor.

– Tá bom, dá aqui que eu mesmo faço.

– Peraí, mas você está pintando tudo errado, tá ficando uma porcaria assim!

– Tá vendo, eu disse que vermelho era muito melhor…

Parece brincadeira, mas é o que resta fazer quando brincam com a inteligência alheia. Mal as cabeças de líderes do PCC no presídio de Manaus haviam rolado (literalmente), e já havia oportunistas (inclusive o próprio Ministro da Justiça) bradando que a unidade prisional era administrada por uma empresa privada – o que justificaria, quem sabe, a “reestatização” destas unidades prisionais e a decorrente abdicação deste “modelo perverso”, que põe a vida dos pobres encarcerados abaixo da incessante busca dos empresários gananciosos pelo lucro. Na eterna disputa entre estatizantes e privatizadores, ponto para os amantes do Estado.

Ponto negativo, só se for. Da mesma forma que ocorre na anedota supracitada, a melhor forma de mostrar que fazer do seu jeito “não funciona” é colocá-lo em prática da pior forma possível, e depois alegar que “não dá certo assim, eu não disse?”. Nada como um dia após o outro (ou um morticínio após o outro, no caso) para provar que pintar paredes de cadeias de vermelho-sangue não é prerrogativa de empresas terceirizadas.

A média de detentos assassinados no Brasil é superior a quatrocentos por ano. Ora, como apenas 52 das mais de mil unidades prisionais brasileiras estão sob gestão privada, fica claro que a administração pública desempenha o papel principal nesta carnificina de condenados pela Justiça em nosso país. Tome-se como exemplo o massacre ocorrido em Roraima que levou para a terra dos pés juntos 33 presidiários, na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc), ou as típicas cenas de Brazilian Horror History que se passam, vez por outra, em Pedrinhas no Maranhão, e tantos outros – a tal ponto que a PGR cogita até mesmo pedir intervenção federal em quatro estados onde a situação é mais periclitante. É natural, pois, que o falido sistema prisional brazuca tenha apelado para a iniciativa privada.

Mas se for para privatizar, privatiza direito, poxa. Primeiramente, estamos falando de um contrato administrativo com superfaturamento saltando aos olhos, pois o custo mensal de um preso no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, gerido pela empresa Umanizzare, representa nada menos do que o triplo do que costuma gastar o estado de São Paulo com o mesmo intuito. Onde estava o Tribunal de Contas do Amazonas que “não viu” isso?

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E é claro que, tão certo quanto “onde há fumaça há fogo”, onde há superfaturamento, há agentes do Estado se dando bem, em conjunto com o “capitalista” de compadrio, seja na forma de “doações eleitorais” suspeitas, seja na forma de um agrado para Juízes e Magistrados aliviarem a pena dos companheiros meliantes. Esta prática contumaz, aliás, constitui o mais significativo argumento para que as transações comerciais efetuadas pelos governos, nas três esferas e poderes, sejam limitadas a um mínimo necessário, mormente em atividades onde o sistema de concorrência do livre mercado seja, a princípio, impraticável – certamente, a meu ver, estamos diante de uma delas, muito embora não seja esta uma opinião unânime (especialmente entre os liberais).

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Diante deste quadro de evidente favorecimento mútuo entre a empresa contratada e o estado contratante (com o dinheiro do pagador de impostos no meio, bancando tudo), fica difícil imaginar que as cláusulas estipuladas entre as partes pudessem exigir que o prestador de serviços viria a ser penalizado financeiramente em caso de episódios como a carnificina em Manaus, fugas (somente nesta oportunidade, mais de 150 criminosos escaparam), fraqueamento de armas ou celulares no interior da instituição, ou de condições precárias de vivência.

Pior: ainda que houvesse essa previsão no papel, certamente ela não seria reivindicada, por meio de multas ou até mesmo rescisão contratual. Desta forma, que incentivo tinha esta empresa para melhorar os serviços prestados, sabedora de que, tendo em vista seus laços com os gestores públicos, dificilmente seria desbancada da concessão? Que riscos ela corria de experimentar prejuízo ou ver seu negócio ir à bancarrota? E dada a facilidade com que o açougue improvisado foi armado no presídio, fica fácil deduzir que o local era a verdadeira casa da mão Joana. Mas não custa conferir o cenário encontrado por lá – e que se repete na quase totalidade das casas de detenção do país:

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Mas digamos que, hipoteticamente, estivéssemos diante de um caso legítimo de delegação de serviços públicos: a empresa em questão possuía a responsabilidade contratual e a competência legal para evitar que esse alarido todo ocorresse?  Ora, os serviços acordados entre as parte resumiam-se, tão somente, a limpeza e conservação predial; manutenção dos equipamentos e estrutura; manter em perfeito funcionamento o sistema de segurança eletrônica, incluindo o sistema de câmeras de vídeo; e só! Trata-se, pois, de um contrato de “cogestão”, no qual o Estado constrói a unidade e a dirige, confiando a terceiros apenas atividades-meio, como as listadas supra.

Quer dizer, se havia superlotação nas celas, que culpa pode ser atribuída ao contratado neste quesito? Se a edificação não foi concebida para que presos de maior e menor periculosidade ou de facções rivais ficassem apartados, que culpa tinha o contratado? Se a empresa não tem como obrigar os meliantes a laborar para bancar indenizações às vítimas de seus crimes, uma vez que nossa carga magna proíbe trabalhos forçados, qual sua parcela de culpa no fato de que eles passam o dia inteiro planejando suas próximas delinquências? Se nossa legislação penal é tão branda que motiva tanta gente a cometer delitos – e a entrar e sair da cadeia como se uma porta giratória estivesse instalada na entrada –, o que resta ao terceirizado fazer senão ver o circo pegar fogo diante do quadro de impunidade generalizada sob a qual não possui ingerência alguma?

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E ainda que o Estado, porventura, tivesse a intenção de transferir por completo a administração carcerária a agentes privados, ficaria apenas na vontade: a previsão legal, no que se refere à delegação do poder de polícia a particulares, é proibitiva. A lei 11.079/2004, em seu art. 4º, III, ao enumerar as diretrizes gerais das Parcerias Público-privadas (PPP’s), é de clareza solar ao proibir a delegação do poder de polícia à pessoa jurídica de Direito Privado:

Art. 4º Na contratação de parceria público-privada serão observadas as seguintes diretrizes:

III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do Estado;

Ou seja, não adianta culpar a privatização pelas capas de revista ensanguentadas desta semana, sob o risco de clamarmos, sob os mesmos argumentos, que também empreiteiras sejam estatizadas, correto? E também distribuidoras de merenda escolar. E fabricantes de material hospitalar. Neste ritmo, o comunismo estará logo aqui na esquina. O quiproquó reside nas normas convidativas ao banditismo e na mentalidade tolerante que não permite alterá-las.

Não tem jeito: não há solução de curto prazo fácil ou barata. É preciso, sim, em um primeiro momento, coçar o bolso (como anunciou Michel Temer cinco dias antes da chacina em Manaus) e criar novas vagas em presídios, até mesmo porque o Brasil, que ocupa apenas a 32º no ranking de país que mais prendem, soluciona somente 8% dos homicídios cometidos. Ou seja, tem muito criminoso à solta ainda por aí que precisa ser encarcerado, até para desestimular a prática de delitos.

Ainda, o mais breve possível, é necessário reformar o código penal e a lei de execuções penais, para que os infratores sintam algum receio de serem capturados pelo polícia – ser preso, nos dias atuais, é só mais um dia de “trabalho” normal na vida do vagabundo médio. Não deixar nossas fronteiras a deus-dará, de modo que FARC e FDN negociem armamento pesado e entorpecentes à luz do dia, é medida que também ajuda.

É claro que muitos vão defender a rota oposta, ou seja, afrouxar as leis penais para “esvaziar as cadeias” e evitar que episódios como esse se repitam, especialmente relativizando todo o caos que a legalização do comércio e do consumo de drogas, dentre outras excrecências aventadas, pode trazer à sociedade. Se apenas os presos que escaparam quando da “insurreição” em Manaus – que de rebelião não tinha nada, pois se tratou, pura e simplesmente, de execução de grupo rival – cometeram doze assassinatos nas primeiras horas em liberdade, imagine o que aconteceria se, do dia para a noite, eles se vissem livres de suas condenações. Melhor nem pensar.

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Pior ainda é ter que debater com os defensores da bandeira da reintegração dos marginais à sociedade. Esquecem os desavisados que, de forma muito objetiva e direta, a prisão serve para 1) livrar as pessoas ordeiras do convívio com o criminoso, impedindo que ele siga fazendo novas vítimas; 2) gerar um efeito pedagógico sobre os demais cidadãos, provocando-lhes o temor de terem o mesmo destino; 3) aí sim, como uma terceira preocupação, permitir que estes indivíduos, tão logo seja possível crer que reúnem as condições de retornar ao convívio social, relaxar suas penas – e, para isso, são necessários programas educativos e não permitir que o encarcerado fique misturado com bandidos de pior estirpe, sob o risco de formar as famigeradas “pós-graduações” do crime.

Mesmo porque, como decorrência do estado de direito, os condenados pela Justiça devem cumprir tão somente a pena a qual lhes cabe pelo texto legal. Se a restrição de liberdade é a penalidade que lhes foi aplicada, não cabe ao Executivo submetê-los a todo o tipo de bizarrice durante seu tempo de reclusão – tipo assim, rolar de cima de um telhado em dias de rebelião.

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Chama a atenção que prisões-modelo (APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), como o de Santa Luzia, região da Grande Belo Horizonte, não registram mortes de internos nem são alvos de rebeliões. E não é difícil entender o porquê: os detentos encaminhados para estas instituições já estão em processo de reabilitação avançado ou cometeram crimes de menor potencial lesivo. Ao que cabe, pois, perguntar: faz algum sentido tentar reabilitar estupradores de crianças e assassinos em série para que venham, quem sabe, morar na sua vizinhança? Ah, a falta que fazem a prisão perpétua e a pena capital, viu? Não concorda? Calma que o Champinha reabilitou-se recentemente, aceitou Alá no coração e tá vindo dirigir a van da sua filha para o colégio, querido. E olha o preconceito, hein?

Longe de mim, porém, emular o comportamento de uma considerável fatia dos brasileiros e celebrar estas mortes ocorridas nos presídios – e até pedir bis. A uma porque tais ocorrências demonstram o largo poder destes líderes de facções, como Marcola e Gelson Carnaúba, os quais possuem, a seu comando, exércitos sanguinários e obedientes. Um assobio deles e nossas ruas podem virar Ruanda. A duas porque a sensação de impunidade no Brasil (fomentada, ainda, pelo desarmamento da população) é um fábrica de facínoras que opera 24/7, e não há morticínio que dê jeito de reduzir a criminalidade como um todo – no máximo proporciona um respiro. Por fim, tais eventos acabam comovendo (pasmem) ainda mais os defensores dos direitos humanos dos delinquentes, motivando decisões como a que mandou para casa 161 prisioneiros de Roraima, a fim de “prevenir novas chacinas”. Agora o PCC e a FDN já sabem: chacinas abrem as portas das cadeias. Uma degola equivale a um alvará de soltura. Parabéns, meritríssimo (correta a grafia)!

itchy

                         Combatendo a criminalidade no Brasil por meio de matanças em presídios…

Traz alguma esperança residual, em meio a este turbilhão da crise penitenciária, o post publicado por uma Juíza Gaúcha. Ainda dá pra sonhar com dias melhores – para nós, e dias bem piores para a bandidagem. Não adianta o Estado brasileiro querer terceirizar sua responsabilidade em manter a ordem e gerar segurança – ou até adianta, se fizer direito…

juiza

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Outro maluco nos Estados Unidos: coitados, quando vão aprender conosco?

Atirador matou cinco e deixou treze feridos na Flórida, fazendo uso, na área de desembarque (bagagem) do aeroporto de Fort Lauderdale, da pistola que carregava  tranquilamente e legalmente em sua mala. É no que dá contar com uma legislação tão frouxa para a venda e porte de armas de fogo. É necessário revogar a 2º emenda da constituição americana já, e adotar critérios mais rigorosos, como no Brasil, para que tragédias como essa não ocorr….opa!

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Bom…mas não podemos esquecer que armas de fogo são o verdadeiro algoz da humanidade desde a invenção da pólvora. A maioria dos crimes, especialmente os mais violentos, são cometidos utilizand…ué….

cabecas

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É, mas também não se deve perder de vista que…que….bom, deixa pra lá, vai!

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O Estado precisa de Indiferentes, Fracos e Covardes para Alastrar-se Irrefreadamente

covarde

Você está caminhando pela calçada, quando, abruptamente, tem início um enfrentamento entre duas pessoas, bem ali na sua frente; é visível que uma delas encontra-se em franca desvantagem, e começa a apanhar copiosamente, de forma covarde (podemos até imaginar a cena do vendedor ambulante espancado até a morte em São Paulo); de súbito, você se dá conta de que a única coisa que pode por fim aquele padecimento é você mesmo. Mas para prestar este auxílio – ou seja, lutar contra o algoz juntamente com a vítima e equilibrar a disputa – faz-se necessário reunir, no mínimo, três elementos sem os quais não há chance de uma reação sequer ser esboçada: empatia, coragem e força.

A empatia costuma ser definida como a capacidade psicológica para sentir o que sente outra pessoa caso estivéssemos na mesma situação vivenciada por ela. In your shoes, como dizem os usuários da língua inglesa, ou seja, estamos tratando da predisposição em imaginar como seria levar tamanha surra sem possuir recursos para reverter o quadro – e, consequentemente, concluir que algo precisa ser feito a respeito.

O conceito de coragem, ajustado ao caso em tela, nada mais seria do que a força espiritual necessária para ultrapassar aquela circunstância difícil, ou o destemor requerido para, mesmo ciente da real possibilidade de apanhar feito condenado e ter sua integridade física comprometida, ainda assim partir para o embate.

E a força adquire, nestas circunstâncias, um conceito amplo: seria a energia necessária para subjugar e eliminar a ameaça que põe em risco a vida do cidadão que está sendo massacrado. Pode ser a inteligência (gritar que a polícia está chegando e afugentar o valentão), a habilidade motora (uma gravata bem aplicada), a capacidade de improviso (usar objetos próximos como arma), a potência física (um bom soco no queixo) ou, melhor ainda, uma pistola na cintura (nem precisa explicar). É o espinafre do Popeye, em suma.

Reunidos os três atributos em uma mesma pessoa, ela certamente irá intervir no conflito e evitar o que pode vir a ser uma tragédia – sorte que não teve Luis Carlos Ruas quando da agressão brutal que ceifou sua vida. Mas minha intenção aqui não é julgar os transeuntes que testemunharam a cena na estação de metrô e nada fizeram em socorro do pobre senhor (até porque, humildemente, reconheço que não sei qual seria meu comportamento perante um episódio de tamanha violência), e sim correlacionar esta omissão com a inaptidão de nosso povo em conter o avanço desenfreado do Estado sobre sua vida.

Quando o governo começa a querer ditar regras demais na sociedade, e passa a determinar até mesmo como a pizza deve ser vendida ou proibir o comerciante de dar descontos, certamente é porque já chegou a hora de dar um basta no intervencionismo estatal. O enfrentamento contra esta imoderada invasão da esfera de mútuo entendimento entre os cidadãos já deveria ter sido deflagrado há tempos.

O cenário atual, todavia, mostra que estamos a assistir impavidamente às casas legislativas (e até mesmo o Executivo, com seus decretos draconianos, e o judiciário, com suas decisões teratológicas) emitirem leis e regramentos que nos dizem como criar e educar nossos filhos, especificam quem pode trabalhar ou não em determinada profissão, proíbem estados confederados de cobrarem menos tributos para atraírem empresas, estipulam qual cerveja pode ser vendida na praia, resolvem quanto deve custar para estacionar no shopping, desautorizam a extração de gás de xisto pelo método de fracionamento de rochas (processo que possibilita que os Estados Unidos sonhem com a independência energética), submetem a processo penal quem mata bandido em legítima defesa, e por aí vai.

E lá está o brasileiro, estático na calçada, vendo sua liberdade, sua autodeterminação, ser pisoteada sem misericórdia. E aí vem o questionamento: o que falta ao nosso povo para tomar uma atitude condigna? Empatia? Coragem? Força? Quem aguentou ler até aqui já deve ter deduzido que a situação de nossa autonomia como cidadãos não é animadora; provavelmente ela ainda vai tomar uma sova antes que alguém levante um dedo em seu favor. Mas por quê?

A predileção de nossa cultura por princípios coletivistas nos fornece uma boa pista. Na medida em que se exacerba a renúncia individual (pretensamente) em favor da sociedade, a submissão do cidadão aos supostos interesses comunitários (decididos por meia dúzia de “intelectuais”), perde-se, gradativamente, a noção de cooperação voluntária para com o próximo. Se o natural e aceito passa a ser convergir boa parte de nossos recursos para uma entidade centralizadora a partir da qual, aí sim, nossa ajuda poderá (em tese) chegar aos mais necessitados, a assistência direta de um indivíduo para o outro deixa de ser uma prática comum. Se eu já pago tanto imposto para o Estado, ele que ajude quem está precisado. E este sentimento, após décadas de cultivo no inconsciente coletivo, leva à indiferença mútua.

A empatia, neste cenário, resta deveras comprometida, e escasseia ainda mais quando distrações das mais diversas naturezas desviam o foco dos indivíduos dos reais problemas enfrentados diariamente por seus concidadãos. Enquanto a violência, a falta de saneamento básico, o desemprego, o transporte caótico são adversidades que assolam parcela significativa da população, os demais membros nada podem fazer a respeito, visto que estão “ocupados” demais sendo bombardeados pela mídia com libertinagem sexual, drogas em profusão e a cultura de que a única forma de “aproveitar a vida” é farrear 99% do tempo. É o circo dos tempos modernos – mas neste picadeiro só entram adultos; bom, isso enquanto o tal de “amor intergeracional” não for insuflado mais vigorosamente pela rede progressista de televisão.

Já a coragem torna-se artigo de luxo a partir, especialmente, do conforto proporcionado pelo próprio capitalismo. Se eu posso fazer quase tudo do sofá de casa, a comodidade toma conta do estado anímico do homem médio, e aquilo que, a priori, é extremamente benéfico para nossa evolução, acaba por nos “emascular”. Some-se a isso o efeito do politicamente correto e da ideologia de gênero, que convence a todos que “palavras machucam” e que o sexo das pessoas pode “flutuar” ao sabor do vento, e esse processo de amansamento excessivo dos membros de nossa sociedade ganha contornos de filme de terror. O resultado: marmanjões “pacifistas” protestando contra estupros usando saias e europeus recebendo “refugiados” (de países que não estão em guerra?!) com flores na mão (síndrome de Estocolmo – ou seja, medo – em estado puro).

Na medida, outrossim, em que o contínuo processo de divisão e especialização do trabalho permite que muitas pessoas desempenhem tarefas puramente intelectuais (e mesmo trabalhos outrora pesados foram “amaciados” pela tecnologia), diversos desafios enfrentados pela humanidade em períodos remotos (como caçar para sobreviver, lutar contra invasores de espada em punho, arar a terra manualmente ou até rachar lenha) e que forjavam um caráter beligerante na sociedade deixaram de existir, contribuindo, também, para que a intrepidez se tornasse uma qualidade rara. Quando os “protestos” de nossa era resumem-se a hashtags revoltadas, fica mais fácil visualizar este inconveniente. Podemos terceirizar a segurança de nossas casas, mas o preço disso é o relaxamento do espírito combativo instintivo do ser humano.

E de que servem coragem e empatia, pois, se não possuirmos meios de contrapormo-nos a imposições contrárias a nossos valores? Não por acaso, o desarmamento da população é questão de honra para todo governo com pretensões totalitárias. A noção mais comezinha de qualquer estratégia tirânica é a de que o cidadão ordeiro, cumpridor das leis, não pode portar um artefato com o qual ele possa opor resistência ao detentor do monopólio do uso da força.

Ademais, uma vez desarmado, sem a menor chance contra marginais que até armas militares ostentam (amparados por legislações penais caricatas), este indivíduo honesto irá sentir-se impotente e amedrontado – dois coelhos com uma cajadada, portanto. Quem assiste ao seriado The Walking Dead e conhece o personagem Negan sabe do que estou falando.

Já o desenvolvimento da inteligência, uma das mais poderosas armas do indivíduo contra a dominação, também é sonegado em nossas paulofreirianas escola: se o conhecimento deve ser “construído” pelo próprio aluno, desobriga-se o professor de transmitir conhecimento e o aluno, em verdade, não constrói coisíssima nenhuma em sua mente; bom, talvez ele saia do colégio entoando canções de cunho marxista. Cidadãos idiotizados não tem como resistir ao avanço do Estado sobre suas vidas. Sequer dar-se-ão conta do que está acontecendo a sua volta.

Outra forma de enfraquecer um povo é levá-lo ao estado de penúria. A miséria humilha o ser humano na medida em que reduz suas ambições a, tão somente, sobreviver mais um dia. Toda sua energia precisa ser canalizada para sua própria subsistência e a de seus dependentes. Não deve estar nada fácil, neste contexto, para que os venezuelanos deem um basta nos desmandos de Maduro.

Já a comunicação entre os potenciais agredidos e a decorrente possibilidade de expressarem publicamente seu descontentamento independentemente da mídia tradicional – recurso materializado pelas ferramentas da grande rede mundial de computadores – também representa uma poderosa arma em favor da liberdade, e, por isso, é alvo de ofensivas constantes, tais quais o medonho marco civil da Internet e, mais recentemente, a lorota do “fakenews” ou “pós-verdade” – mero bater de pés dos descontentes com o avanço do conservadorismo e do liberalismo clássico.

Por fim, existe um núcleo de convivência que costuma agregar muita força quando unido: a família. Eis porque esta sofre ataques constante das milícias “progressistas”, visto ser um dos últimos focos de resistência contra aspirações absolutistas governamentais. Afinal, o paternalismo estatal pode perfeitamente substituir a falta de referências paternas, não é mesmo? O papel de babá relapsa, ao menos, ele desempenha que é uma beleza.

E, neste sentido, torna-se mandatório agredir a cultura judaico-cristã, especialmente permitindo a entrada indiscriminada de muçulmanos no Ocidente, visto serem eles, juntamente com os regimes comunistas, os principais responsáveis pela caça aos “infiéis” no último século – apenas em 2016, foram 90.000 que perderam a vida por sua fé. Ainda, como muitos grupos religiosos costumam promover inúmeras campanhas visando ajudar ao próximo, “usurpando” a competência do Estado em distribuir esmolas, fica mais claro ainda porque eles precisam ser malditos dia e noite por quem nos quer ver debilitados e dependentes da administração pública.

Por nos sentirmos enfraquecidos, acovardados e não contarmos com a empatia de nossos semelhantes, clamamos, pois, por mais e mais proteção estatal – justamente o ente mais interessado e maior beneficiário de nossas insensibilidade, fraqueza e covardia.

E isso tudo, por acaso, faz parte de uma conspiração orquestrada por indivíduos reunidos em uma sala fumando charutos, e que possui agentes em todos os cantos infiltrados? Não creio – muito embora o Foro de SP não corrobore com este entendimento. A maioria das pessoas que colabora com a perpetração deste processo de agigantamento do Estado o faz por…medo, fraqueza e apatia! É, pois, um sistema que se retroalimenta, e cresce como uma bola de neve. E impor obstáculos a livre descida desta bola é dever de todo cidadão dotado de empatia, coragem e força, especialmente transmitindo tais predicados, em suas mais diversas facetas, ao maior número possível de pessoas. Muito embora não seja possível comprá-los na esquina, até o menor dos animais, quando acuado, encontra força e coragem para contra-atacar. E o Leão já nos encurralou na parede faz tempo…

O hino gaúcho afirma que “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. E acaba mesmo…escravizado por membros de seu próprio povo!

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“Político é tudo farinha do mesmo saco”…exatamente!

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Sarney era muito parecido com Collor, que lembrava bastante Itamar Franco, que se assemelhava muito com Fernando Henrique, que não diferia muito de Lula, que era a versão de calças de Dilma, que não difere muito de Temer. Se você acha que político é tudo igual, e que só muda o endereço e a conta corrente para depósito de propina, possivelmente tenha razão; provavelmente as diferenças entre eles sejam pontuais, e seus modus operandi sejam os mesmos; e é justamente por esta razão que você deveria sustentar o entendimento que, cada vez mais, eles precisam ter menos poder econômico e decisório em suas mãos.

Mas quando isso vai acontecer? Não antes do momento em que você entender os meios pelos quais eles obtêm tais poderes, e passe, então, a demandar que a administração pública seja enxugada. Enquanto você seguir achando que o carrapato pode te ser útil grudado em sua pele, ele seguirá te vampirizando. Pior: se você o convidar para entrar e achar que não vive sem sua companhia sanguessuga, como se o Max achasse que lhe convém ficar pendurado na frente do carro daquele jeito, com um warlord drenando seu sangue, nada vai mudar. Só vai piorar, na verdade.

bolsa-de-sangue

Político só pensa em se dar bem – mas ainda assim eu aceito que sejam criadas mais secretarias, ministérios e empresas públicas das mais diversas naturezas (desde que seja “em nome do social”), permitindo que mais e mais contratos sejam superfaturados. Privatizar? Isso é coisa de coxinha – pelo menos minha professora do ensino médio “ensinou”. Se eu quero mandar uma correspondência, somente o Estado pode fazer este serviço para mim – quem mais seria capaz de realizar tal proeza, certo?

Político é tudo ladrão – mas ainda assim eu aceito que eles “regularizem” o Uber, intervindo em uma atividade econômica desnecessariamente e protegendo a máfia dos táxis (e impedindo, assim, que pessoas simples provenham o sustento de suas famílias dirigindo para outras, e que pessoas humildes usem transporte individual a preços razoáveis);

Político é tudo um bando de incapazes – mas ainda assim eu aceito que eles decidam, como se uma casta de ungidos pela sabedoria fossem, a que níveis devem estar os juros no Brasil, para onde devem ser canalizados os recursos de nossa economia (e pense em um cano cheio de furos e desvios nas conexões), quanto deve custar o dólar (ainda que ele jogue muito dinheiro fora apenas para “quebrar o galho” de empresários amigões exportadores), quais gastos públicos devem ser priorizados, que investimentos devem ser feitos com quase metade do valor que produzi durante o ano e “contribuí” (sob a constante ameaça do monopólio da força coercitiva estatal) para a coletividade. Enfim, eu acredito que a democracia 100% indireta é a melhor das formas de atingirmos o progresso e prosperidade;

Político só quer saber de se reeleger – mas ainda assim eu aceito que existam agências como ANAC, ANATEL e ANS, as quais existem tão somente para criar barreiras para entrada de novos investidores na aviação, nas telecomunicações e na saúde privada, e ainda acuso o “capitalismo” (travestido de corporativismo) por tais cartéis existirem;

Político é tudo da mesma laia – mas ainda assim eu sou favorável a que o BNDES “fomente o desenvolvimento” do país escolhendo empresários “a dedo” pare receberem empréstimos subsidiados com dinheiro de impostos. As empresas de Eike Batista, por exemplo, foram agraciadas com tanto juro abaixo do praticado no mercado tão somente visando a bonança dos brasileiros. E quase deu certo, não foi?

Político não tem um que se salva – mas ainda assim eu entendo que pagar tributos é necessário, pois, afinal, de que outra forma o governo vai prover o “bem-estar social” de nossa população, não é? Muito justo pagar até 90% de taxas em determinados produtos. Afinal, é necessário “proteger” os empresários nacionais, ainda que eles não consigam oferecer-me, eventualmente (ou o tempo todo) produtos com a mesma qualidade e/ou com o mesmo preço de competidores estrangeiros. Tudo para salvar empregos de brasileiros – ainda que o custo final de um bem importado torne-se impeditivo para meu consumo, e que o similar nacional seja uma porcaria ultra cara, que vai esvaziar meu bolso e impedir que eu compre mais coisas, gerando, assim, menos empregos em outras indústrias não protegidas (por não fazerem lobby junto ao Estado). Mas ainda assim eu acho justo bancar esta brincadeira de compadres;

vinho

Político é tudo farinha do mesmo saco – mas ainda assim eu aceito que tudo no país gire em torno deles e de suas decisões, e fico torcendo para que, quem sabe, um dia, apareça um santo salvador da pátria, mesmo sabedor de que indivíduos extremamente capacitados e honestos, quando questionados se não gostariam de candidatar-se a cargos eletivos, costumam proferir respostas tais como “Deus me livre”, “vade retro”, “não entro naquele meio de jeito nenhum”, e por aí vai; mas quem sabe na próxima o próprio Cristo reencarnado não dê o ar da graça na urna, não é?

Ah, mas o que a gente pode fazer para mudar isso, né? Não podemos promover um levante, pois a maioria do povo está sempre correndo atrás de seu sustento, nem tem tempo (ou capacidade intelectual) para entender e se preocupar com essas coisas. Queremos eleger alguém que se preocupe com elas por nós… e aí começam e terminam nossos problemas: enquanto o povo não quiser mais liberdade econômica, ele não vai ter. Esta é a condição sine qua non para que a classe política tome iniciativas neste sentido, pois enquanto for possível convencer os eleitores de que eles não são capazes de andar com as próprias pernas (se o governo sair da frente e parar de segurar o cidadão pelos calcanhares), não há porque acreditar que a classe política irá abrir mão de seus próprios privilégios. Ninguém te dá desconto se você não pedir e insistir, e nenhum governante vai cortar na própria carne se você não, ao menos, entender que tal providência seja necessária;

Ah, mas até que não seria um problema conviver com um elefante na sala, se pelo menos ele nos prestasse bons serviços públicos em contrapartida. Veja a Suécia ou a Noruega! É terrível ser o mensageiro das más notícias, mas aí vai: a social-democracia sueca é, em verdade, o carrapato da riqueza produzida pelo livre mercado, e a Noruega é um verdadeiro poço de petróleo sem o Chavismo para destruí-lo. Pense naquele indivíduo que, depois de muito trabalhar e ganhar dinheiro (gerando, no processo, riqueza para mais pessoas), começa a pagar festas para os amigos. Faria sentido imaginar que ele ficou rico pagando estas festas? E aquele outro conhecido que ganhou na Mega Sena e hoje vive apenas de renda (mas que já começa a ver seus fundos escassearem), faz sentido achar que a solução para uma vida melhor seja trilhar o mesmo caminho? Haja fé, viu – e nem adianta olhar para o lado do Nióbio, tão gritado pelo falecido Enéas no Youtube. Enfim, entender melhor um pouco o mito escandinavo ajuda a compreender que nossa trajetória para fora deste poço não tangencia em nada a história da evolução desses países:

http://spotniks.com/sabe-aquela-historia-que-a-suecia-e-o-socialismo-que-deu-certo-entao-e-mentira/

http://rodrigoconstantino.com/historico-veja/a-riqueza-da-noruega/

Ah, então eu devo sair rua afora com uma tocha na mão em direção à Praça dos Três Poderes, ombreando esforços com os militares, e botar toda aquela corja para correr de Brasília, e, na sequência, substituo todos por políticos que… mas espera aí, eles não são todos iguais? Pois é, ainda são. E só vão mudar quando a matéria-prima da qual ele são feitos (ou seja, a cultura do povo brasileiro) transformar-se. Não antes disso. Talvez um pouco depois. Mas jamais antes. E já desponta no horizonte uma nova safra de políticos que perceberam uma notável mudança de postura dos brasileiros neste mister. Bom para eles e para nós – especialmente para portoalegrenses e paulistas.

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